A Light S.A. fechou contrato com o BTG Pactual para atuar como formadora de mercado de suas ações, buscando ampliar a liquidez e estabilizar os papéis na B3.
A Light S.A. deu um passo estratégico importante para movimentar suas negociações na bolsa de valores brasileira. A concessionária de energia elétrica oficializou a chegada do BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários para assumir o papel de formadora de mercado de suas ações ordinárias, conhecidas pelo ticker LIGT3.
A operação regulamentada pelas normas da CVM tem início marcado para esta sexta-feira, 6 de novembro de 2026. Com a vigência inicial de 12 meses, a parceria pretende estimular o fluxo de negociações diárias e minimizar a volatilidade no mercado secundário.
Estratégia para impulsionar a liquidez na bolsa
A principal finalidade da contratação é estreitar o espaço entre as ofertas de compra e venda, garantindo maior estabilidade de preços para os acionistas. A presença de um agente especialista em fomento de volume é vista com bons olhos pelo mercado financeiro.
As diretrizes operacionais seguem rigorosamente o regulamento da B3 e as resoluções da Comissão de Valores Mobiliários. Especialistas apontam que essa movimentação favorece a entrada de novos investidores, tanto do varejo quanto institucionais, fortalecendo a governança da companhia no setor elétrico.
A iniciativa visa conferir maior estabilidade de preços, reduzir o spread entre as ofertas de compra e venda e aumentar o volume de negociação diária dos papéis da companhia no mercado secundário.
Estrutura corporativa e próximas etapas
O anúncio detalha ainda que a distribuidora fluminense possui o capital social pulverizado, sem a existência de um bloco de controle definido. Dados do Formulário de Referência apontam que a companhia conta com mais de 1,6 bilhão de ações em circulação livre, o chamado free float.
Com a vigência inicial de um ano e cláusula de renovação automática, a expectativa da diretoria é que o novo formato traga mais dinamismo para o papel. Os desdobramentos dessa parceria serão acompanhados de perto pelos acionistas ao longo dos próximos trimestres, servindo como termômetro para a confiança no plano de reestruturação da empresa de infraestrutura.









