O novo leilão de transmissão da Aneel ofertará oito lotes para atrair R$ 8,9 bilhões em investimentos, fortalecendo a rede elétrica em sete estados.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove nesta sexta-feira o seu segundo certame de transmissão do ano na B3, em São Paulo. O evento reúne oito lotes de empreendimentos voltados à expansão do sistema elétrico nacional.
Com uma Receita Anual Permitida (RAP) teto estipulada em R$ 1,63 bilhão, a licitação prevê aportes na ordem de R$ 8,9 bilhões. As intervenções abrangem a construção e ampliação de linhas e subestações espalhadas por sete estados.
A estimativa do setor é que as obras mobilizem cerca de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Os contratos de concessão terão validade de 30 anos, com prazos de conclusão previstos entre 2030 e 2032.
Distribuição dos projetos pelos estados
Os trechos negociados somam mais de 1,8 mil quilômetros de linhas inéditas e a manutenção de 483 quilômetros de redes operacionais. As instalações beneficiarão localidades na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.
O maior conjunto de obras é o lote 4, focado na interligação entre o Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, avaliado em R$ 4,11 bilhões. Este empreendimento visa elevar a capacidade de escoamento energético e viabilizar conexões internacionais com a Bolívia.
Em São Paulo, o lote 3 aportará R$ 1,07 bilhão para reforçar o fornecimento no centro da capital paulista por meio da subestação Santana. Já no Nordeste, a Bahia e a Paraíba receberão melhorias estratégicas para o atendimento regional.
Para o Norte, o lote 8 direciona R$ 753,18 milhões a Rondônia com foco na estabilidade operacional do sistema elétrico regional.
O projeto tem como finalidade ampliar a resiliência do sistema de transmissão que atende Acre e Rondônia em resposta às mudanças climáticas
Critérios de disputa e regras operacionais
A concorrência será decidida pela menor RAP ofertada pelos grupos participantes, refletindo a remuneração que as transmissoras receberão. A disputa iniciará com lances em envelopes fechados, prevendo fase viva-voz em caso de margem inferior a 5%.
Para garantir a viabilidade financeira, os proponentes devem apresentar garantias de proposta equivalentes a 1% do investimento total estipulado. As exigências para assinatura contratual variam conforme os deságios alcançados no leilão.
A assinatura dos termos de concessão está programada para fevereiro de 2027, dando início ao cronograma de execução física. Os prazos para entrada em operação das instalações variam entre 42 e 60 meses.
Com a realização deste leilão, a infraestrutura energética brasileira avança para garantir maior segurança do suprimento elétrico e suportar o crescimento do consumo no país.










