Governo federal libera R$ 14,5 bilhões em crédito para impulsionar a renovação de caminhões e ônibus, visando maior eficiência energética e sustentabilidade no setor de transporte brasileiro.
O governo federal oficializou a publicação da Medida Provisória 1353/26, que disponibiliza um montante de R$ 14,5 bilhões voltado ao financiamento da compra de veículos de transporte. A iniciativa prioriza a renovação de frotas de caminhões, novos ou seminovos, além de ônibus e micro-ônibus novos, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura logística do país e promover uma operação com menor impacto ambiental.
A urgência da medida justifica-se pela alta dependência do modal rodoviário, que movimenta cerca de 65% das cargas nacionais. Segundo pastas governamentais, a estabilização e a eficiência dessa malha são cruciais frente ao cenário internacional de incertezas, que elevam constantemente o preço dos combustíveis e impactam diretamente o custo Brasil.
Garantia de crédito e ampliação de prazos
Para assegurar que o recurso chegue de forma eficiente ao setor, a nova MP amplia em R$ 2 bilhões a participação da União no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Esse aporte reforça o programa Peac-FGI, reduzindo o risco das operações financeiras e facilitando o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas que, em momentos de instabilidade econômica, enfrentam maiores barreiras para obter financiamento.
O governo enfatiza que o fortalecimento desse fundo é vital. Como ressaltado pela gestão, “o reforço patrimonial do fundo amplia a capacidade de concessão de garantias em momento de maior aversão ao risco, preservando o acesso ao financiamento para empresas viáveis”.
Além do suporte financeiro, foram flexibilizados os prazos: agora, os beneficiários contam com períodos de carência de até 36 meses e prazos totais de quitação que variam de 12 a 96 meses.
Critérios para sustentabilidade e elegibilidade
O acesso ao financiamento, que será operado via BNDES e outras instituições habilitadas, impõe requisitos específicos de sustentabilidade. O objetivo é descarbonizar gradualmente o setor, estimulando a troca de frotas antigas por modelos mais tecnológicos.
Para obter taxas de juros mais atrativas, o governo estabeleceu duas frentes:
- A entrega de caminhões velhos (com mais de 20 anos de emplacamento e licenciamento regular) como parte do processo de renovação;
- A preferência pela aquisição de veículos com tecnologias de baixa emissão e maior eficiência energética.
“A volatilidade dos preços de combustíveis com o acirramento dos conflitos no Oriente Médio impacta diretamente os custos do transporte rodoviário, especialmente no Brasil”, reforça o comunicado oficial do executivo, justificando o foco em modelos mais modernos.
Próximos passos no Legislativo
A medida tem validade imediata, mas para se consolidar como lei definitiva, precisa passar pelo crivo do Congresso Nacional. O texto seguirá para análise de uma comissão mista formada por deputados e senadores, antes de ser levado à votação definitiva nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. As contratações seguem o cronograma definido pela norma, tendo o prazo limite de 28 de agosto para a formalização das linhas de crédito.























