Fitch rebaixa perspectiva da Equatorial para negativa após aquisição da Copasa, apontando para aumento do endividamento e desafios na sustentabilidade financeira, apesar do reforço no setor de saneamento.
A recente aquisição de 30% do capital da Copasa, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, por R$ 5,6 bilhões pela Equatorial gerou um alerta no mercado/” title=”mercado financeiro”>mercado financeiro. A agência de classificação de risco Fitch Ratings reagiu a essa movimentação estratégica, alterando a perspectiva dos *ratings* de crédito das subsidiárias da Equatorial de estável para negativa. Essa mudança reflete uma análise aprofundada dos impactos da transação no perfil de dívida do grupo, destacando um ponto crucial para investidores e para o futuro da infraestrutura brasileira.
O principal motivo para a revisão é a projeção de um aumento significativo no endividamento da Equatorial. Embora a Fitch Ratings tenha mantido os *ratings* de longo prazo em “AA+(bra)” para Equatorial Goiás Distribuidora de Energia, Equatorial Pará Distribuidora de Energia, Ribeiro Gonçalves Energia Solar e Barreiras Holding, e “AA(bra)” para Echoenergia Participações, a nova perspectiva indica uma preocupação crescente com a sustentabilidade financeira da companhia nos próximos anos.
Impacto no Endividamento e Alavancagem da Equatorial
A Fitch Ratings estima que a maior parte da compra da Copasa será financiada por dívida, o que levará a um crescimento da alavancagem líquida ajustada consolidada da Equatorial. A projeção é que este indicador alcance cerca de 4,8 vezes o Ebitda em 2026 e 4,6 vezes em 2027. Tais números ultrapassam o limite de 4,5 vezes que a agência considera compatível com a atual classificação de risco, especialmente porque, já em março, a alavancagem estava em 4,6 vezes. Essa elevação da dívida é um fator crítico que exige atenção da gestão e dos investidores no setor de energia e saneamento.
Pressões no Fluxo de Caixa e Investimentos
O grupo Equatorial também enfrentará desafios contínuos em seu fluxo de caixa. A agência prevê que o fluxo de caixa livre permanecerá negativo até, no mínimo, 2028. Este cenário se desenha mesmo com o crescimento operacional projetado, impulsionado pelo forte ciclo de investimentos em suas distribuidoras de energia. A Fitch estima um déficit anual de fluxo de caixa livre de aproximadamente R$ 2,7 bilhões em 2026 e 2027, com investimentos anuais médios de
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