Energisa impulsiona o futuro da energia limpa com testes de novas tecnologias.
A Energisa está traçando um novo caminho para a eficiência e sustentabilidade do setor elétrico brasileiro. Nos próximos 12 meses, a companhia selecionará entre cinco e dez projetos inovadores para aprimorar seus testes de flexibilidade elétrica, focando em soluções de armazenamento em baterias, resposta da demanda, tarifas inteligentes e a agregação de recursos distribuídos. Esta iniciativa, parte do aprimoramento do FlexLab, laboratório dedicado a testar tecnologias que otimizam a operação das redes, reflete o crescente avanço da geração distribuída, da mobilidade elétrica e da eletrificação em larga escala.
A busca por soluções inovadoras recebeu uma resposta expressiva, com 296 propostas inscritas na chamada lançada em janeiro. A diretora de Inovação da Energisa, Letícia Dantas, confirmou que a seleção final dos projetos será concluída em 24 de junho, com o anúncio oficial previsto para julho ou agosto. Deste universo inicial, 70 propostas avançaram para a fase de avaliação, e 20 foram apresentadas diretamente a executivos e especialistas convidados em um evento de _pitch day_.
Testes em ecossistemas reais e benefícios concretos
Os projetos selecionados terão seus primeiros testes no ecossistema de flexibilidade da Energisa, com foco inicial em Palmas (TO), Uberlândia (MG), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A companhia já opera sete ativos em sua plataforma, incluindo sistemas de armazenamento _behind the meter_ (instalados em consumidores comerciais e industriais), eletropostos e projetos voltados à rede de distribuição.
Em Palmas, sistemas de baterias em uma academia e um hotel têm demonstrado resultados em _peak shaving_, _load shifting_, modulação de consumo e na oferta de serviços para migração ao mercado livre de energia. Estes projetos já geram benefícios econômicos para os clientes e permitem à distribuidora avaliar o desempenho das tecnologias em condições operacionais reais.
“Um dos consumidores participantes passou a utilizar o sistema de armazenamento como principal solução de backup energético, reduzindo a dependência de geradores a diesel.”
A gestão inteligente da recarga de veículos elétricos também está em pauta. Em Uberlândia, testes visam otimizar o uso de eletropostos, reduzir ociosidade e melhorar as condições tarifárias, ao mesmo tempo em que contribuem para uma operação mais eficiente da rede elétrica.
Diversidade de frentes e visão de futuro
A chamada de inovação abrangeu cinco grandes frentes: Open Energy, agregação de redes, mobilidade elétrica, armazenamento de energia e resposta da demanda. Uma proposta notável, apresentada pela Universidade de Stanford, foca no desenvolvimento de ferramentas de planejamento geoelétrico para distribuidoras, buscando uma visão mais locacional e adaptada às especificidades de cada região, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A Energisa busca transitar de modelos de planejamento determinísticos para abordagens probabilísticas, capazes de incorporar variáveis como clima, eventos extremos, crescimento regional e a adoção de veículos elétricos. Outra área de grande interesse são as plataformas de tarifas inteligentes. Uma proposta dos Estados Unidos, que utiliza inteligência artificial e _machine learning_, simula estruturas tarifárias em tempo real, dialogando com testes já realizados pela companhia no _sandbox_ tarifário da Aneel.
Propostas relacionadas à agregação de recursos distribuídos e adaptação de tecnologias de países como Austrália, Estados Unidos e da União Europeia ao mercado brasileiro também foram recebidas. A expectativa é que o FlexLab se consolide como uma plataforma permanente para o desenvolvimento e validação de soluções de flexibilidade, um tema cada vez mais crucial com o aumento da geração distribuída, veículos elétricos e outros recursos energéticos distribuídos no sistema elétrico.























