Cachaça em alta: 1.538 produtores e 21,5% de crescimento em 2025
O setor produtivo de cachaça alcançou um marco histórico em 2025, registrando seu maior crescimento até o momento. Segundo informações do Anuário da Cachaça 2026 (uma parceria entre o MAPA e o IBRAC), o Brasil expandiu sua rede para 1.538 estabelecimentos produtores, o que representa um avanço expressivo de 21,5% em comparação ao ano anterior.
Expansão e principais indicadores do setor
O cenário atual da cachaça brasileira apresenta números bastante positivos no que se refere à diversificação e capilaridade do mercado:
* Produção e marcas: O mercado nacional registrou um salto na oferta, chegando a 8.379 produtos (+16%) e 11.131 marcas cadastradas (+16,8%).
* Liderança regional: Minas Gerais mantém a posição de destaque com 564 engenhos. No ranking municipal, Salinas (MG) lidera com 27 produtores. Além disso, houve o surgimento de novos polos, com Brasília e São Paulo passando a integrar o grupo de cidades com dez ou mais produtores.
* Alcance internacional: A cachaça conquistou 76 países, totalizando a exportação de 7,96 milhões de litros, que geraram uma receita de US$ 17,07 milhões. Atualmente, os Estados Unidos são o maior mercado em faturamento, enquanto o Paraguai lidera em volume de importação.
Desafios e o cenário tributário
Apesar dos indicadores de crescimento na estrutura do setor, o mercado enfrenta um paradoxo: o volume total de produção apresentou uma queda de 15,7%, totalizando 234,4 milhões de litros.
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O IBRAC ressalta que os gargalos tributários são os principais entraves para a competitividade internacional. A entidade defende a necessidade de maior isonomia fiscal para que o potencial exportador da bebida seja plenamente alcançado.
Visão Geral
O levantamento revela que, embora o setor tenha expandido sua presença territorial e alcançado uma alta de 19,4% nas exportações, o futuro da cachaça depende diretamente da superação de barreiras fiscais. Por Misto Brasil – DF, acompanhamos que o avanço no número de marcas e produtores reflete a força da categoria, mesmo diante de um cenário de ajuste na produção interna.






















