Contas de luz impulsionam inflação em junho, evidenciando desafios para o bolso do consumidor.
A conta de luz residencial se consolidou como um dos principais vilões da inflação em junho, impactando significativamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15). Os dados divulgados pelo IBGE revelaram um avanço de 2,04% apenas neste item, o que se traduziu em um peso considerável de 0,08 ponto percentual na prévia da inflação do período.
Essa elevação nas despesas com energia elétrica está diretamente ligada à vigência da bandeira tarifária amarela, que acarreta um custo adicional na fatura. Soma-se a isso, reajustes de tarifas aplicados em importantes capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador, intensificando a pressão sobre o orçamento familiar.
Habitação e serviços públicos sentem o peso do aumento
O setor de Habitação, impulsionado pela energia elétrica, apresentou um crescimento de 0,72% em junho, tornando-se o segundo grupo com maior influência no índice geral. A alta na taxa de água e esgoto, registrando 0,35%, e a variação positiva de 0,13% no gás encanado, também contribuíram para o cenário de encarecimento dos serviços essenciais.
Transportes trazem alívio, mas aéreo pesa
Em contraponto, o setor de transportes ofereceu um respiro para o bolso do consumidor, com uma leve queda de 0,03% no acumulado do mês. Essa melhora foi puxada principalmente pela redução nos preços dos combustíveis, com o etanol em queda de 5,30%, a gasolina recuando 0,73% e o óleo diesel apresentando baixa de 1,47%. No entanto, a situação se mostrou menos favorável para outros modais, com destaque para a disparada de 7,24% nas passagens aéreas e o aumento de 1,18% no transporte urbano.
Apesar das pressões setoriais, o IPCA-15 geral apresentou uma desaceleração, atingindo 0,41% em junho, um resultado inferior aos 0,62% registrados em maio.
O cenário de inflação em junho, liderado pela energia elétrica, reforça a necessidade de monitoramento constante dos índices de preços e de políticas que visem a estabilidade dos custos dos serviços essenciais. A expectativa é que a evolução das bandeiras tarifárias e os reajustes setoriais continuem a moldar o comportamento da inflação nos próximos meses, exigindo atenção tanto do consumidor quanto dos órgãos de controle.





















