Empresas de Óleo & Gás disparam viagens corporativas no Sudeste, impulsionadas pelo mercado fluminense. Crescimento de 91,6% evidencia expansão do setor e a crescente complexidade na gestão de mobilidade.
O setor de Óleo & Gás no Sudeste brasileiro tem testemunhado um notável avanço em suas operações de viagens corporativas. Entre janeiro e junho de 2026, um período de apenas seis meses, os gastos com deslocamentos empresariais neste segmento registraram um expressivo aumento de 91,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esta expansão, segundo um levantamento da Biosfera Copastur, coloca o setor entre os que mais impulsionaram o mercado de viagens corporativas, refletindo o dinamismo e a crescente atividade na indústria petrolífera nacional.
A pesquisa da Biosfera Copastur, agência com mais de cinco décadas de experiência em gestão de viagens e presença internacional, destaca a concentração desse crescimento no Rio de Janeiro, epicentro da produção de petróleo e gás no Brasil.
O estado não só lidera a produção nacional, mas também responde por uma parcela significativa das exportações fluminenses, movimentando bilhões de dólares. Essa relevância econômica se traduz diretamente em um aumento na necessidade de mobilidade corporativa, com novas explorações e a otimização de unidades produtivas em pleno vapor.
Crescimento acentuado no Rio de Janeiro: um reflexo da pujança do setor
O cenário no Rio de Janeiro é um espelho do aquecimento global do Óleo & Gás. Em 2025, o estado consolidou sua posição como líder na produção de petróleo e gás natural, sendo um motor fundamental das exportações fluminenses.
A perspectiva de expansão contínua, alimentada por novos projetos e a intensificação do uso das instalações existentes, projeta um futuro ainda mais dinâmico para o segmento. Este crescimento natural no setor de energia exige uma resposta à altura em termos de mobilidade, tornando as viagens corporativas um componente cada vez mais crucial da estratégia empresarial.
A expansão da cadeia produtiva do Óleo & Gás, que envolve diversas cidades, unidades de produção, bases operacionais e uma vasta rede de fornecedores e equipes especializadas, impõe desafios significativos à gestão da mobilidade corporativa.
O aumento no número de deslocamentos é apenas uma faceta; a verdadeira complexidade reside na necessidade de um planejamento minucioso, controle rigoroso e uma capacidade ágil de adaptação a imprevistos. Essa realidade exige que as empresas do setor repensem suas abordagens para garantir eficiência e otimização de recursos.
Planejamento estratégico: a chave para otimizar custos em viagens corporativas
Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, ressalta a importância de analisar o crescimento das viagens dentro do contexto de alta complexidade do setor de Óleo & Gás.
Mendoza afirma:
Não estamos falando apenas de aumentar o número de deslocamentos, mas de operações distribuídas entre diferentes projetos, localidades e equipes. Quanto maior essa complexidade, maior a necessidade de transformar dados em planejamento, controle e capacidade de resposta.
Essa visão sublinha que o gerenciamento de viagens corporativas transcende a mera logística, tornando-se uma ferramenta estratégica para a gestão.
Uma constatação crucial da pesquisa da Copastur é a relação direta entre o planejamento prévio e a economia gerada nas viagens corporativas. Passagens compradas com mais de 30 dias de antecedência apresentaram um custo médio significativamente menor, R$ 919,53.
Em contrapartida, os bilhetes adquiridos na última hora, entre zero e nove dias antes do embarque, custaram, em média, R$ 2.171,64, um aumento alarmante de 136%. Para operações de grande escala no setor de Energia, a diferença é ainda mais palpável.
A Copastur realizou uma simulação que demonstra o impacto financeiro de um planejamento mais antecipado. Aumentar a antecedência média de compra de passagens de 17 para 25 dias poderia resultar em uma redução do ticket médio de R$ 1.804,61 para R$ 1.363,02, gerando uma economia potencial de R$ 1,19 milhão para a empresa.
Segundo Mendoza, a gestão de viagens corporativas em operações complexas precisa ser vista como uma decisão estratégica, onde a análise de padrões de deslocamento e a antecipação de decisões identificam oportunidades de redução de custos e otimização de viagens recorrentes.
Brasil se destaca no cenário global de viagens de negócios
O crescimento robusto no setor de energia nacional se alinha a uma tendência global de aquecimento do mercado de turismo de negócios. Dados da Global Business Travel Association (GBTA) projetam um aumento de 13,8% nos gastos com viagens corporativas no Brasil em 2026, totalizando US$ 35,8 bilhões.
Essa taxa de expansão é a mais elevada prevista entre os 15 maiores mercados globais, que, por sua vez, devem registrar um crescimento de 7,2%, atingindo US$ 1,71 trilhão em investimentos.
O CEO da Biosfera Copastur enfatiza que a verdadeira eficiência reside não na tentativa de antecipar todas as viagens, pois demandas emergenciais são inerentes ao setor de Óleo & Gás. O ganho significativo provém da capacidade de identificar quais deslocamentos podem ser planejados, mapear o comportamento de consumo e empregar tecnologia e inteligência de dados para agir de forma estratégica.
Mendoza conclui:
A eficiência não está necessariamente em tentar antecipar todas as viagens. Em uma operação complexa, algumas demandas são naturalmente emergenciais. O ganho está em entender os padrões de comportamento e usar tecnologia para ganhar agilidade, sem abrir mão de controle e previsibilidade onde eles são possíveis.
O futuro da gestão de viagens corporativas no setor energético aponta para uma integração cada vez maior entre planejamento, tecnologia e análise de dados.
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