A Copel e sua controlada Elejor renegociam dívida de R$ 420 milhões em outorgas na Aneel.
A Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel) e sua subsidiária Elejor (Centrais Elétricas do Rio Jordão S.A.) anunciaram a formalização de um acordo para repactuar o pagamento do Uso do Bem Público (UBP) referente às usinas hidrelétricas de Fundão e Santa Clara. A operação, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ajusta o saldo devedor para R$ 420,6 milhões.
A readequação financeira se alinha à nova legislação, a Lei nº 15.235/2025, e foi homologada pela Aneel através do Despacho nº 668/2026. Este movimento financeiro visa otimizar a estrutura de capital da Elejor, promovendo o equilíbrio econômico-financeiro de seus ativos de geração.
Impacto Financeiro e Operacional
A repactuação do UBP trará alívio para o fluxo de caixa operacional da Elejor, que detém um complexo hidrelétrico com capacidade instalada de cerca de 246 MW. A liquidação financeira definitiva das outorgas está prevista para junho de 2026, com correção pela taxa Selic.
A administração da Copel destacou que essa medida reforça a estratégia da companhia em maximizar o valor de suas controladas e coligadas. Ao equalizar compromissos regulatórios herdados de concessões anteriores, a empresa busca maior previsibilidade para a distribuição de dividendos e para a execução de seu plano de investimentos, fortalecendo a sustentabilidade de suas operações a longo prazo.
A formalização deste acordo com a Aneel representa um passo importante na gestão de ativos e na busca por eficiência financeira no setor elétrico brasileiro.























