CMN aprova mudança inovadora, redefinindo o futuro do programa
Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional aprovou mudança na regulamentação do programa
Por Welton Máximo – DF
Aqueles que obtiverem crédito pelo Fies Empreendedor, programa destinado a estudantes e ex-estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em dia, agora terão que pagar os juros referentes ao período de carência.
Em uma reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira (10), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma alteração na forma como o programa é regulamentado.
A regulamentação anterior, estabelecida no dia 3 do mesmo mês, previa a isenção de juros durante o período de carência, que é o tempo após a contratação do financiamento em que o tomador não paga as parcelas.
O Fies Empreendedor concede um período de carência de até seis meses para pessoas físicas e 12 meses para pessoas jurídicas.
Com a modificação, a carência se aplicará apenas ao valor principal da dívida. A partir do momento em que os tomadores começarem a pagar as parcelas, eles também arcarão com os juros acumulados durante a carência.
Isso significa que os juros do período de carência serão adicionados ao valor total da dívida, resultando na capitalização desses juros.
Fies Empreendedor
O Fies Empreendedor foi criado para oferecer uma linha de crédito com condições especiais a quem participa do Fies e está com os pagamentos em dia.
O objetivo é incentivar o empreendedorismo e, ao mesmo tempo, motivar os estudantes a manterem seus pagamentos do Fies em dia.
Esta linha de crédito pode ser utilizada por:
- Pessoas físicas, para financiar seus projetos empreendedores.
- Pessoas jurídicas, para obter capital de giro para suas empresas.
Como funcionará
A taxa de juros pode atingir até 11,19% ao ano.
Essa taxa é composta por duas partes:
- Até 8,94% ao ano, destinados à remuneração das instituições financeiras que concedem o crédito.
- 2,06% ao ano, referentes à remuneração dos recursos que a União disponibiliza para o programa.
O gerenciamento desses financiamentos ficará a cargo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.





















