A energia elétrica residencial no Brasil registrou um aumento de 3,58% no primeiro semestre de 2026, superando ligeiramente a inflação oficial do período.
Os brasileiros sentiram no bolso o impacto do aumento da conta de luz. Entre janeiro e junho de 2026, a tarifa de energia elétrica residencial em todo o país acumulou uma alta de 3,58%. Este índice, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), superou a inflação oficial do período, que ficou em 3,36%. O mês de junho, em particular, registrou um acréscimo de 1,53% na conta de luz, representando um impacto significativo nos indicadores econômicos do mês.
A persistência da bandeira tarifária amarela contribuiu para o encarecimento da energia, adicionando um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Além disso, diversos reajustes foram implementados em junho em diferentes regiões do país. Destacam-se aumentos de 14,89% em Porto Alegre, 19,55% em Curitiba e 5,21% em Belo Horizonte, refletindo a complexidade dos cálculos tarifários e a variação entre as concessionárias.
Impactos regionais e projeção anual
O Rio de Janeiro se destacou com uma variação de 5,61% na conta de luz, impulsionada pela volta de um reajuste de 15,10% em suas tarifas. A capital fluminense liderou os aumentos semestrais na conta de luz residencial, com um expressivo acumulado de 16,98%. Outras capitais que registraram altas notáveis foram Campo Grande (MS), com 6,03%, e Belo Horizonte (MG), com 5,81%.
Olhando para um período mais extenso, a energia elétrica residencial acumula uma alta de 8,79% nos últimos doze meses em território nacional. Este percentual também se mostra superior à inflação acumulada no mesmo período, que foi de 4,64%. Os dados reforçam a necessidade de um acompanhamento atento dos custos energéticos pelos consumidores e a busca por soluções que promovam a eficiência e a redução dos gastos com eletricidade.




















