Comerc Energia e a têxtil Cedro e Cachoeira aguardam aprovação de órgãos reguladores para criar consórcio de autoprodução de energia solar no complexo Hélio Valgas, em Minas Gerais.
A busca por eficiência energética e sustentabilidade no setor produtivo nacional ganha um novo movimento estratégico. A Comerc Energia e a tradicional companhia têxtil Cedro e Cachoeira avançam na consolidação de uma parceria para a exploração compartilhada de energia solar.
O negócio prevê a formação de um consórcio focado nas usinas fotovoltaicas Hélio Valgas 5 e Hélio Valgas 6. A iniciativa permitirá que a fabricante de tecidos atenda parte substancial de sua demanda industrial com fonte renovável.
A transação já está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dependerá também da autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para ser formalizada.
Estrutura do acordo e formato de autoprodução
A modelagem proposta prevê que a Cedro participe do consórcio como titular de uma fração dos empreendimentos na condição de locatária. Essa estrutura de arrendamento viabiliza o acesso direto à eletricidade gerada.
Com o arranjo, a empresa têxtil passa a atuar na modalidade de autoprodutora de energia. A vantagem do modelo é utilizar plantas solares que já se encontram em plena operação comercial, sem necessidade de esperar novas obras.
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A operação viabiliza a exploração compartilhada de usinas operacionais, alinhando-se à estratégia de estruturar soluções personalizadas de autoprodução para grandes consumidores.
Magnitude do complexo solar em Minas Gerais
Os ativos envolvidos no acordo fazem parte do complexo solar Hélio Valgas, localizado no município de Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais, a cerca de 300 quilômetros da capital mineira.
O empreendimento é um dos principais projetos do portfólio da Comerc Energia na região. O complexo possui uma potência instalada total de 662 MWp e recebeu investimentos aproximados de R$ 2 bilhões.
O avanço dessa parceria reforça a tendência de grandes indústrias buscarem previsibilidade de custos e descarbonização por meio do mercado livre. Com o aval do Cade e da Aneel, o projeto fortalecerá o ecossistema de geração limpa e a competitividade do setor industrial brasileiro.











