O custo da cesta básica voltou a subir em sete das oito capitais brasileiras monitoradas em setembro, com preços pressionados pela alta dos legumes e do arroz nas prateleiras.
A inflação dos alimentos voltou a pesar no bolso dos consumidores brasileiros em setembro. Dados recentes do índice Neogrid & FGV IBRE revelam que, em sete das oito capitais avaliadas, o custo dos itens essenciais registrou alta, interrompendo um ciclo de relativa estabilidade que havia sido observado no mês anterior.
O cenário é de alerta, especialmente em centros urbanos como São Paulo, onde a cesta básica flerta com o patamar psicológico de R$ 1.000. Enquanto o custo de vida nas capitais apresenta uma tendência ascendente, a disparidade regional continua a ser um fator determinante para o orçamento das famílias, evidenciando desigualdades significativas no custo da alimentação básica pelo país.
A pressão dos legumes e a escalada do arroz
O principal motor desse reajuste foi a retomada dos preços dos legumes. Após uma breve trégua, esses produtos voltaram a subir de forma expressiva, com destaque para a capital mineira, Belo Horizonte, que registrou saltos superiores a 40% neste segmento.
Outro vilão do mês foi o arroz. O grão, que compõe a base da dieta nacional, não deu trégua e encareceu em todos os locais pesquisados, com os reajustes mais severos detectados em Brasília. Em contrapartida, houve um alívio pontual no preço do café e do feijão, que apresentaram quedas na maior parte das praças.
A volatilidade climática e os ciclos de entressafra continuam a ditar o ritmo das gôndolas, exigindo extrema cautela no planejamento financeiro e no consumo das famílias brasileiras.
Disparidade regional e tendências futuras
O levantamento aponta que Curitiba liderou os avanços mensais, com uma variação de 3,37% no custo da cesta. Por outro lado, Manaus foi a única exceção positiva no período, registrando deflação, o que demonstra um comportamento de preços heterogêneo pelo território nacional.
A diferença entre a cesta mais cara, em São Paulo, e a mais acessível, em Belo Horizonte, já supera os 29%. Para os próximos meses, a expectativa é de que o poder de compra continue sendo testado. Analistas do FGV IBRE indicam que as condições climáticas seguem como o fiel da balança, sendo o principal fator de incerteza para a estabilização dos preços dos alimentos no curto prazo.











