Com a chegada do fim do período chuvoso, a Cemig celebra a operação de seus reservatórios, com destaque para Três Marias, que atingiu 102% de sua capacidade, garantindo segurança hídrica e mitigando riscos de inundações.
O encerramento formal da estação chuvosa em Minas Gerais traz à tona a performance crucial dos reservatórios geridos pela Cemig. Além de sua função primária na geração de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN), a infraestrutura hidrelétrica demonstrou ser um pilar essencial na proteção contra eventos climáticos severos, atuando como um verdadeiro escudo contra cheias nas bacias mineiras.
Durante os meses de alta precipitação, as barragens com capacidade de armazenamento funcionaram como reguladoras de fluxo. Elas foram capazes de reter grandes volumes de água em momentos de tempestades intensas, liberando-os de maneira controlada. Essa operação cuidadosa evitou transbordamentos e inundações em diversas áreas urbanas localizadas rio abaixo das usinas.
Três Marias: um marco na gestão hídrica
A Usina Hidrelétrica Três Marias, situada no Rio São Francisco, foi o grande destaque dessa estratégia. Em abril, o reservatório alcançou impressionantes 102,34% de seu volume útil. Essa elevação do nível de represamento foi uma medida proativa para proteger as comunidades ribeirinhas, absorvendo as ondas de cheia e suavizando o pico das vazões liberadas.
“A operação de reenchimento contribuiu para a redução da intensidade das vazões em momentos críticos, além de garantir estoques hídricos para o período seco, assegurando usos múltiplos da água como o abastecimento humano, irrigação e navegação.”, explica Ivan Sérgio Carneiro, gerente de Planejamento Energético da Cemig.
Essa gestão integrada de ativos energéticos segue rigorosas diretrizes, alinhada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e à Agência Nacional de Águas (ANA).
A importância estratégica dos grandes reservatórios
A Cemig reforça que a manutenção de reservatórios de grande porte é vital para a segurança energética e ambiental do país. Ao contrário das usinas a fio d’água, que possuem pouca ou nenhuma flexibilidade operacional, os grandes reservatórios são fundamentais para a resiliência climática e a estabilidade do sistema elétrico nacional, garantindo o abastecimento e a segurança hídrica mesmo em cenários desafiadores.























