A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, exigiu rigor na investigação após um policial militar disparar contra uma van na Asa Sul, causando morte e feridos.
A madrugada deste domingo (08) foi marcada por um episódio de violência extrema na capital federal. Um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), identificado como Bruno Cardoso dos Passos, protagonizou um ataque armado dentro de uma van que transportava um grupo de amigos, resultando na morte de Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos.
O caso, que chocou a população da Asa Sul, deixou outras quatro pessoas feridas. Entre os atingidos estão uma amiga da esposa do agressor e um sargento da corporação, que permanece internado em estado grave. A governadora Celina Leão reagiu prontamente, classificando o ocorrido como uma barbárie inaceitável que fere os princípios da segurança pública.
Rigor nas investigações e medidas administrativas
Após o crime, o militar foi localizado e detido por guarnições da própria corporação ainda no Parque da Cidade. Durante a prisão, a arma utilizada e o aparelho celular do suspeito foram apreendidos, sendo encaminhados à perícia técnica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que lidera o inquérito na 1ª Delegacia de Polícia.
A governadora afirmou:
“Inaceitável a trágica morte de Alessandra Andrade e a tentativa de feminicídio de sua amiga, esposa do soldado da Polícia Militar, Bruno Cardoso. O militar também atingiu seu colega de farda, sargento Daniel, internado em estado grave. Já determinei a apuração rigorosa do caso e repudio a atitude do militar feminicida, que não tem o padrão de comportamento de nossa Polícia Militar.”
Impacto institucional e atualizações
A postura da governadora reforça a pressão sobre os órgãos de controle para que as sanções administrativas e disciplinares sejam aplicadas com celeridade. O governo distrital busca, além da responsabilização penal, entender as motivações que levaram o agente a disparar contra o veículo em plena via pública.
Enquanto o caso segue sob investigação, o foco permanece no estado de saúde dos sobreviventes. Das quatro vítimas hospitalizadas, três apresentam quadros estáveis, enquanto o sargento atingido exige cuidados intensivos. O episódio levanta discussões urgentes sobre o controle de armamentos e a saúde mental dentro das forças de segurança que atuam no Distrito Federal.









