A Aneel identificou 88 MW em potência irregular na distribuida/” title=”geração distribuída”>geração distribuída brasileira. O levantamento foca em segurança energética e no combate a alterações técnicas não autorizadas pelas distribuidoras.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou um novo diagnóstico sobre a integridade das instalações de micro e minigeração distribuída (MMGD) no país. O órgão regulador apontou a existência de 88 megawatts (MW) de potência instalada em desconformidade com os projetos aprovados originalmente, levantando um alerta sobre a gestão da rede elétrica nacional.
O relatório técnico, que analisou o desempenho de 19 concessionárias de distribuição — abrangendo um universo de 43 milhões de unidades consumidoras —, detalha que o volume irregular representa 0,31% de toda a capacidade de energia solar e outras fontes distribuídas conectadas ao sistema. Embora o percentual pareça reduzido, a Aneel reforça que a fiscalização é apenas uma etapa inicial de um esforço conjunto para coibir fraudes e instalações clandestinas.
O risco das alterações “à revelia”
O principal foco do monitoramento da Aneel é combater a prática de alterações técnicas “à revelia”. Esse fenômeno ocorre quando o proprietário ou instalador modifica as características originais da central geradora — como a adição de painéis fotovoltaicos extras — sem a devida notificação ou autorização oficial da concessionária local. Essas mudanças alteram a injeção de carga na rede de forma não planejada.
“Ressalta-se que esses resultados são decorrentes de ações iniciais das distribuidoras no que tange ao combate de GD à revelia, como pode ser observado pelo percentual de inspeções realizadas até o momento. Além disso, nem todas as distribuidoras dos respectivos grupos econômicos estão ainda atuando neste processo”
Segurança e estabilidade do sistema elétrico
Além da questão regulatória, o órgão aponta para uma preocupação crescente com a segurança do Sistema Interligado Nacional. Como a geração distribuída opera de forma descentralizada, ela não é gerida diretamente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que precisa de controle preciso sobre o despacho de energia e os níveis de tensão para evitar interrupções ou sobrecargas.
O aumento da potência sem autorização técnica compromete a previsibilidade do sistema. Com a expansão acelerada da sustentabilidade energética, o desafio da Aneel para os próximos meses é ampliar a fiscalização e garantir que todos os projetos de energia limpa estejam em conformidade com as normas vigentes, assegurando a estabilidade da rede enquanto o setor de GD continua sua trajetória de crescimento acelerado no mercado brasileiro.























