A conta de luz no Tocantins terá um reajuste médio de 7,92% a partir de julho, impactando mais de 700 mil unidades consumidoras após decisão da Aneel.
Os consumidores de energia elétrica do Tocantins deverão se preparar para um aumento nas faturas a partir do dia 4 de julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um reajuste tarifário anual para a Energisa Tocantins (ETO) com efeito médio de 7,92%, afetando cerca de 707 mil clientes em todo o estado.
O impacto será sentido de forma distinta dependendo da categoria de conexão. Para quem está na baixa tensão, o aumento será de 8,11%, enquanto os consumidores de alta tensão enfrentarão um reajuste médio de 7,21%. A decisão foi oficializada pela diretoria da agência reguladora em reunião pública realizada no último dia 30 de junho.
Os fatores por trás do aumento
A composição do novo índice reflete uma combinação de custos operacionais e ajustes financeiros necessários para o equilíbrio do serviço de distribuição. Segundo a Aneel, os componentes financeiros adicionaram 2,74% ao índice, enquanto a atualização dos custos da Parcela A — que envolve gastos com energia, encargos e transporte — respondeu por um acréscimo de 2,96%. A Parcela B, voltada para a remuneração das atividades próprias da distribuidora, contribuiu com 1,29%.
Dentro da Parcela A, o peso maior recaiu sobre os encargos setoriais, que elevaram a tarifa em 1,58%. Esse movimento foi impulsionado por altas na CDE Uso (Conta de Desenvolvimento Energético) e em obrigações como ESS, EER e ERCap. Além disso, a aquisição de eletricidade foi responsável por um incremento de 1,35%.
CVA e medidas de mitigação
O principal elemento financeiro que pressionou o índice foi a CVA (Conta de Compensação de Valores da Parcela A), que atingiu 4,34%. Este montante refere-se ao ajuste entre o que foi previsto na tarifa anterior e o que a concessionária efetivamente gastou ao longo do período com energia, transporte e encargos.
Apesar da tendência de alta, houve fatores que atuaram como freio no reajuste:
“A neutralidade da Parcela A retirou 1,90% do reajuste, enquanto a reversão de risco hidrológico reduziu o índice em 1,48%. Também houve efeito negativo de 0,35% relacionado à quitação da Conta Escassez Hídrica, benefício repassado aos consumidores cativos por meio de componente financeiro negativo.”
Por fim, a distribuidora informou à agência reguladora que não realizará a antecipação de recursos relacionados à repactuação de parcelas do Uso de Bem Público (UBP) neste ciclo tarifário. Com essa definição, as novas tarifas entram em vigor automaticamente no início de julho, consolidando o cenário de custos para o setor elétrico no estado para os próximos doze meses.























