Campo Grande se prepara para ser o epicentro de debates cruciais sobre bioenergia e geração distribuída, impulsionando a transição energética e novos negócios sustentáveis no Brasil.
A capital sul-mato-grossense, Campo Grande, será palco de um encontro fundamental para o futuro da energia limpa no Brasil, sediando quatro dias intensos de discussões em setembro. Entre os dias 15 e 16, a cidade receberá o Bio Energy Summit 2026, seguido pelo Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste, de 17 a 18. Ambos os eventos, promovidos pelo renomado Grupo FRG Mídias & Eventos, prometem catalisar a transição energética nacional.
Esta agenda consecutiva foi estrategicamente desenhada para conectar e otimizar as sinergias entre diversos segmentos do setor de energias renováveis. Enquanto o Summit aprofundará os debates sobre biogás, biometano e biocombustíveis, o Fórum focará nas oportunidades e desafios do mercado de geração distribuída, com especial atenção à energia solar. A expectativa é reunir um público diversificado, incluindo especialistas, empresários, investidores, autoridades e representantes do agronegócio e da indústria.
Mato Grosso do Sul: Um Hub Estratégico para Energias Renováveis
A escolha de Mato Grosso do Sul como sede não é aleatória. O estado destaca-se pelo seu vasto potencial agropecuário, que gera uma significativa disponibilidade de biomassa, além de um crescente número de investimentos em fontes renováveis. Essa combinação única o posiciona como um local ideal para o desenvolvimento e a implementação de projetos de energia sustentável.
Tiago Fraga, diretor do Grupo FRG Mídias & Eventos, enfatiza a visão por trás da organização. Os eventos foram meticulosamente planejados para criar uma ponte entre o potencial produtivo da região e as tecnologias, empresas e linhas de financiamento essenciais para transformar ideias de energia limpa em empreendimentos concretos.
Ele ressalta a capacidade do estado em avançar em diversas frentes da transição energética, desde o aproveitamento de resíduos agroindustriais para produção de biogás e biometano até a expansão da geração solar.
Tiago Fraga afirmou:
“Mato Grosso do Sul reúne condições para avançar em diferentes frentes da transição energética, desde o aproveitamento de resíduos do agronegócio para a produção de biogás e biometano até a expansão da geração solar. Ao realizar os dois eventos em sequência, queremos integrar essas cadeias, aproximar quem desenvolve tecnologia de quem investe e produz e criar um ambiente capaz de transformar conhecimento em projetos e negócios.”
Bio Energy Summit 2026: Inovação e Descarbonização
O Bio Energy Summit 2026 se dedicará a explorar o uso de resíduos agroindustriais, a produção de combustíveis renováveis em larga escala, a modernização do setor energético e as oportunidades de investimento impulsionadas pela descarbonização da economia. Tópicos cruciais como a produção de biogás e biometano a partir de dejetos de suínos, aves e do setor sucroenergético estarão em pauta, assim como o progresso dos biocombustíveis derivados da cana-de-açúcar e do milho. A proposta é clara: transformar passivos ambientais em fontes de energia, gerando receitas e reduzindo emissões.
A Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) destaca que o Brasil possui um potencial teórico impressionante para produzir 120 milhões de metros cúbicos de biogás diariamente, com mais de 1.600 plantas já em operação. A expectativa é de um crescimento substancial do biometano, um substituto viável para fontes fósseis em transportes pesados, maquinário e processos industriais.
O evento conta com o apoio estratégico da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), promovendo também espaços para networking e parcerias.
32º Fórum GD Centro-Oeste: Fortalecendo a Geração Distribuída
Dando continuidade à dinâmica agenda, o 32º Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste, nos dias 17 e 18 de setembro, abordará os desafios e oportunidades do mercado de energia solar e outras fontes renováveis. A programação incluirá palestras e debates sobre a nova regulamentação da geração distribuída no Brasil, critérios de financiamento para sistemas solares, eficiência e manutenção de usinas fotovoltaicas, segurança das instalações e o avanço das tecnologias de armazenamento de energia.
Serão explorados o volume de conexões e o potencial instalado em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, além da essencial contribuição da engenharia para o crescimento do setor. Painéis adicionais discutirão a integração entre licenciamento ambiental e a transição energética, a adoção de fontes renováveis no agronegócio e as estratégias comerciais para empresas atuantes na geração distribuída e no mercado livre de energia.
A participação de instituições públicas, entidades profissionais, universidades e empresas de tecnologia garantirá uma abordagem multifacetada, incluindo temas como sustentabilidade, mobilidade, sistemas híbridos de geração e a profissionalização do mercado.
Um Futuro Mais Sustentável em Construção
A realização conjunta desses eventos permite uma análise abrangente da transição energética, englobando desde a produção de combustíveis renováveis até a geração de energia no ponto de consumo. Essa abordagem integrada é crucial para impulsionar a adoção de práticas mais sustentáveis e eficientes em todo o país.
Tiago Fraga conclui com uma reflexão sobre a necessidade de ir além da tecnologia. Ele destaca a importância de um mercado que compreenda as regras, encontre financiamento, qualifique profissionais e construa parcerias sólidas.
A meta é proporcionar um conteúdo técnico robusto, ao mesmo tempo em que se criam conexões vitais que capacitem empresas e investidores a tomar decisões mais seguras neste setor em constante e rápida evolução, garantindo um futuro energético mais verde e próspero para o Brasil.





















