Campo Grande será palco de importantes debates sobre o futuro da bioenergia e da geração distribuída, reunindo especialistas e investidores para impulsionar a transição energética no Centro-Oeste brasileiro.
A capital de Mato Grosso do Sul se prepara para se tornar um polo de discussão sobre energias limpas. Entre os dias 15 e 18 de setembro, Campo Grande sediará dois eventos cruciais para o setor: o Bio Energy Summit 2026 e o Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste.
Promovidos pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, os encontros prometem reunir um público diversificado, incluindo empresas, investidores, acadêmicos e autoridades, com o objetivo de debater e impulsionar o desenvolvimento da bioenergia e da geração distribuída na região.
A escolha de Mato Grosso do Sul para sediar esses eventos não é por acaso. O estado possui um cenário propício para o avanço das fontes renováveis, contando com uma produção agropecuária robusta, abundância de biomassa e um crescente interesse em investimentos sustentáveis. A realização dos eventos em sequência visa a criação de sinergias, aproximando diferentes elos da cadeia produtiva e fomentando novas oportunidades de negócios no promissor setor de energia limpa.
Bio Energy Summit 2026: Desvendando o Potencial da Bioenergia
O Bio Energy Summit 2026, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro, focará suas atenções nos avanços e nas oportunidades relacionadas ao biogás, biometano e biocombustíveis. O evento pretende explorar como os resíduos do agronegócio e de outros setores podem ser transformados em valiosas fontes de energia, contribuindo para a descarbonização da economia.
Serão discutidos temas como a produção de biogás e biometano a partir de subprodutos da suinocultura, avicultura e do setor sucroenergético, além do desenvolvimento de biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar e do milho.
A proposta é evidenciar o potencial econômico e ambiental da transformação de resíduos, antes considerados passivos, em geradores de receita e energia limpa. O Brasil possui um impressionante potencial teórico de produção diária de biogás, com mais de 1,6 mil plantas já em operação, e a expectativa é de forte expansão do uso do biometano como substituto de combustíveis fósseis.
O evento conta com o apoio de importantes entidades como a Biosul e o Crea-MS, e além dos debates técnicos, oferecerá um espaço crucial para o networking entre empresas, investidores e produtores, fortalecendo as conexões do setor.
Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste: O Futuro da Energia Solar
Em sequência, nos dias 17 e 18 de setembro, o Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste dará continuidade à agenda energética, com foco no promissor mercado da energia solar e outras fontes renováveis. O encontro abordará os desafios e as oportunidades inerentes à expansão da geração distribuída, reunindo profissionais de toda a cadeia produtiva.
A discussão abrangerá a nova regulamentação para a geração distribuída no país, os mecanismos de financiamento para sistemas solares, a otimização da eficiência e manutenção de usinas fotovoltaicas, e a segurança das instalações.
O evento também será palco para debater o potencial instalado e o número de conexões no Centro-Oeste, além do papel fundamental da engenharia e da responsabilidade técnica nesse crescimento. Outros tópicos relevantes incluem a integração do licenciamento ambiental com a transição energética, a adoção de fontes renováveis no agronegócio e estratégias comerciais para o mercado livre de energia.
Tiago Fraga, diretor do Grupo FRG Mídias & Eventos, afirma:
Não basta discutir apenas a tecnologia. O mercado precisa compreender as regras, encontrar financiamento, qualificar profissionais e construir parcerias para que os projetos avancem. A proposta é oferecer conteúdo técnico e, ao mesmo tempo, criar conexões que ajudem empresas e investidores a tomar decisões mais seguras em um setor que passa por mudanças rápidas.
A realização conjunta desses dois eventos em Campo Grande reforça a importância estratégica da região para o avanço da transição energética no Brasil. Ao conectar a produção de biocombustíveis com a geração descentralizada de energia, os encontros criam um ambiente fértil para a troca de conhecimento, a atração de investimentos e a consolidação de novos negócios, pavimentando o caminho para um futuro mais sustentável e economicamente promissor.























