Justiça mantém paralisação dos rodoviários no Distrito Federal, mas impõe exigência de frota mínima nos horários de maior fluxo e operação total durante as eleições.
A paralisação dos rodoviários, que tem início marcado para este domingo (27/09), seguirá conforme planejado pelos trabalhadores. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-DF) rejeitou a solicitação do Governo do Distrito Federal para impedir a greve, mas estabeleceu diretrizes rígidas para garantir que a população não fique totalmente desassistida no serviço de transporte público a partir desta segunda-feira (28/09).
Para mitigar os impactos à mobilidade urbana, a decisão judicial impõe uma escala obrigatória de circulação dos veículos. Além disso, a administração do Metrô-DF foi orientada a ampliar a oferta de trens para absorver a demanda extra nos momentos de maior pico.
Regras de operação e punições severas
A determinação da Justiça define os patamares de circulação para diferentes períodos do dia. Durante os horários de pico, compreendidos entre 5h30 e 9h e entre 17h e 20h, as empresas devem manter pelo menos 80% da frota circulando nas ruas. Nos demais períodos, o percentual mínimo de viagens programadas é de 50%.
Um ponto de atenção especial foi reservado para os dias de votação. Nos turnos do pleito, agendados para os dias 4 e 25 de outubro, a Justiça determinou a operação de 100% dos ônibus, atendendo a uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) junto à Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). O descumprimento dessas medidas implicará multa horária de R$ 100 mil, valor que será dobrado caso a infração persista.
Impasse salarial e críticas do governo
O movimento grevista surge após o fracasso nas negociações entre o sindicato da categoria e o setor patronal. Os trabalhadores recusaram a oferta de 6% de aumento salarial, reiterando que o percentual pretendido é de 8%, somado a pedidos de melhorias nas condições de saúde e alimentação.
O Palácio do Buriti manifestou forte descontentamento com a paralisação, classificando o ato como uma estratégia de cunho político-eleitoral. Em comunicado, o Executivo local acusou a cúpula sindical de intransigência e de atuar por conveniências partidárias, desconsiderando a viabilidade técnica das negociações vigentes.
A expectativa agora se volta para o impacto da greve na rotina da capital federal, enquanto a Justiça monitora o cumprimento das frotas mínimas para evitar um colapso no sistema de mobilidade enquanto o impasse salarial não for solucionado.













