A CTG Brasil consolidou sua presença no setor renovável ao colocar em operação 648 MW em eólicas na Paraíba, impulsionando a matriz energética do Nordeste com 23 novas usinas.
O setor de energia renovável no Brasil acaba de ganhar um reforço substancial com a entrada em operação comercial do complexo eólico Serra da Palmeira. Localizado na Paraíba, o empreendimento, controlado pela CTG Brasil, recebeu o aval oficial da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quarta-feira, consolidando um dos maiores investimentos recentes em geração eólica no país.
Composta por 23 unidades geradoras, a estrutura abrange os municípios de Picuí, Pedra Lavrada, Nova Palmeira e Baraúna. A capacidade instalada total de 648 MW é um marco estratégico para a empresa e para a expansão do sistema elétrico nacional, reforçando a relevância do interior paraibano no cenário da transição energética brasileira.
Infraestrutura e incentivos estratégicos
Além do avanço na geração, o mercado de infraestrutura de energia também teve novidades positivas. O governo federal, por meio da Secretaria de Transição Energética e Planejamento, concedeu o enquadramento no Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) a um projeto de transmissão da Alupar.
O projeto, que envolve o lote 7 do leilão realizado em julho, prevê a construção de linhas de transmissão subterrâneas de 345 kV em São Paulo. Com uma estimativa de investimento superior a R$ 1 bilhão, a medida visa aliviar os custos fiscais sobre a aquisição de bens e serviços essenciais.
“O enquadramento no programa permite a suspensão de encargos como o PIS/Pasep e Cofins, garantindo que o fluxo de caixa para a implementação de obras de infraestrutura de grande porte seja preservado até 2031.”
Impacto no mercado e próximos passos
A movimentação de gigantes como a CTG Brasil e a Alupar sinaliza um ritmo acelerado de maturação para projetos de energia limpa e transmissão. Para o sistema, a entrada dessas usinas representa maior segurança energética e diversificação da matriz, especialmente importante em momentos de alta demanda por fontes renováveis.
Enquanto a CTG Brasil celebra a plena operação de seu complexo, o mercado segue atento a novos consórcios e parcerias — como a recente colaboração entre a Comerc Energia e a Cedro e Cachoeira para exploração de energia solar. Esses movimentos demonstram que, seja pela via da geração eólica ou pela infraestrutura de transmissão, o Brasil continua atraindo capital voltado para a sustentabilidade e a eficiência operacional no setor elétrico.









