Com um aporte de R$ 200 milhões via Fundo Clima, o BNDES impulsiona projeto de grande escala para recuperar áreas degradadas no Pará, combinando tecnologia florestal e geração de empregos verdes.
O compromisso com a agenda de sustentabilidade brasileira ganhou um novo capítulo nesta semana. O BNDES oficializou a liberação de R$ 200 milhões para viabilizar um ambicioso projeto de reflorestamento na Amazônia, liderado pelo grupo Mombak.
A iniciativa, que possui um investimento total projetado em R$ 457 milhões, foca na recuperação ambiental de 7,2 mil hectares de terras degradadas situadas no estado do Pará.
Esta operação financeira, estruturada com prazo de amortização de 25 anos, reforça a estratégia do banco estatal de alocar recursos do Fundo Clima em empreendimentos que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento econômico regional.
Ao todo, a parceria prevê a restauração de um ecossistema vital através de técnicas rigorosas e um planejamento técnico minucioso.
Estratégias de regeneração e impacto socioambiental
O cronograma de execução está desenhado para se estender pelos próximos quatro anos. A metodologia aplicada será mista: enquanto 90% da área receberá o plantio ativo de mudas e técnicas de semeadura direta, o restante será submetido à regeneração natural assistida, permitindo que a floresta recupere sua complexidade biológica de forma coordenada.
A seleção das espécies é um dos pontos altos do projeto, priorizando árvores nativas de alto valor ecológico e econômico, como castanheira, ipês, samaúma, paricá, angelim-vermelho e mogno-brasileiro. Essa diversidade botânica é essencial para garantir a resiliência da área restaurada a longo prazo.
A união entre a expertise técnica em restauração florestal e o apoio financeiro estratégico permite não apenas a recuperação da cobertura vegetal, mas a criação de um ativo ambiental valioso para o mercado global.
destaca o plano de operação do projeto.
Carbono e geração de renda
Além do ganho ecológico, o projeto possui uma forte vertente voltada ao mercado de ativos sustentáveis. A expectativa é que, com a consolidação da vegetação, sejam geradas até 4,7 milhões de unidades de créditos de remoção de carbono.
Esses ativos poderão ser transacionados tanto no mercado voluntário quanto no regulado, atraindo investidores interessados em soluções baseadas na natureza.
O impacto socioeconômico também é relevante para as comunidades locais. Estima-se a criação de 440 postos de trabalho diretos e 65 indiretos durante a fase de implementação, garantindo a manutenção de 50 vagas permanentes após o ciclo inicial.
Este é o segundo aporte do BNDES destinado ao grupo Mombak. Com este novo movimento, o banco acumula um investimento total de R$ 360 milhões, que já responde pela recuperação de mais de 20 mil hectares de floresta, consolidando um dos maiores esforços atuais de restauração florestal em curso no bioma amazônico.
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