O mercado financeiro iniciou a semana com otimismo: o Ibovespa subiu impulsionado pelo cenário externo positivo, enquanto o dólar recuou significativamente frente ao real e outras moedas emergentes.
O mercado financeiro brasileiro deu início à semana com um movimento de recuperação, acompanhando o otimismo das bolsas internacionais. Com a queda nos preços do petróleo e a estabilização dos rendimentos de títulos soberanos globais, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou em alta de 0,74%, atingindo os 186.595,60 pontos.
Internamente, a atenção dos investidores está voltada para o desenrolar do cenário eleitoral. A disputa pela Presidência da República continua no radar, especialmente após a divulgação da pesquisa BTG Pactual/Nexus, que mostra um cenário competitivo entre o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), mantendo o mercado atento a possíveis impactos nas diretrizes econômicas futuras.
Alívio no câmbio e influência global
O comportamento da moeda americana trouxe um alívio pontual aos investidores. O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira (21) com uma queda de 0,72%, cotado a R$ 5,20. Esse movimento acompanhou a desvalorização da divisa dos Estados Unidos frente a outras moedas de países emergentes e o recuo nos rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano.
Enquanto isso, em Wall Street, o otimismo prevaleceu, com o índice Nasdaq atingindo novos recordes históricos. O avanço foi impulsionado pelo entusiasmo com a inteligência artificial e pela perspectiva de normalização nos fluxos energéticos globais, o que ajudou a sustentar o bom humor dos investidores ao redor do mundo.
A estabilização nos preços das commodities energéticas, aliada a um ambiente de menor pressão sobre os títulos da dívida, criou o cenário propício para uma busca por ativos de maior risco, favorecendo a performance do mercado acionário brasileiro e o ajuste do câmbio.
Preço do petróleo sob pressão
O mercado de energia também protagonizou um dia de mudanças significativas. O Brent, referência internacional, operou em baixa pressionado pelas notícias sobre a retomada do fluxo em oleodutos importantes na Arábia Saudita e pelas expectativas de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
O petróleo Brent para novembro fechou o pregão na ICE de Londres com queda de 3,40%, cotado a US$ 100,34 o barril. No mesmo sentido, o petróleo WTI recuou 3,86% na Nymex, encerrando o dia a US$ 92,37 o barril. O recuo dessas cotações foi fundamental para reduzir a inflação global percebida, conferindo um fôlego extra aos mercados financeiros globais neste início de semana.















