O campo de Búzios, localizado na região do pré-sal, consolidou um marco histórico na indústria ao atingir a marca de 10,8 milhões de metros cúbicos de gás natural exportados em julho.
O desempenho operacional alcançado pela Petrobras supera significativamente os 9,1 milhões de m³ registrados em março de 2026. Esse salto na produtividade é resultado direto de uma estratégia de modernização tecnológica e do uso eficiente do gasoduto Rota 3, que possui infraestrutura para movimentar até 18 milhões de m³ diários.
O sucesso da operação está atrelado ao programa de atualização das plantas de tratamento nas unidades P-74, P-75, P-76 e P-77. Ao substituir as membranas responsáveis pela separação de CO2, a petroleira conseguiu dobrar a capacidade de escoamento individual dessas plataformas, passando de 1,5 milhão para 3 milhões de m³ por dia.
Expansão e futuro do pré-sal
A expectativa é que a curva de exportação continue em trajetória de alta. A Petrobras projeta novos avanços com a entrada em operação das plataformas P-78 e P-79, previstas para 2027. O plano de desenvolvimento completo para Búzios contempla 12 unidades, sendo que oito delas estarão equipadas para o escoamento de gás.
Com potencial para atingir patamares ainda superiores após ajustes complementares de processo, a modernização das plantas de tratamento reflete nosso compromisso com a eficiência energética e o aproveitamento máximo dos ativos.
O horizonte para a década aponta para a unidade Búzios 12, com início de atividades programado para 2032 e uma capacidade estimada em 5,5 milhões de m³ diários, consolidando ainda mais a importância estratégica do campo para a matriz energética nacional.
Destaques em Mero
Além dos resultados em Búzios, a Petrobras reportou avanços expressivos no campo de Mero, que ocupa hoje a terceira posição entre os maiores produtores do Brasil. A plataforma FPSO Alexandre de Gusmão alcançou sua capacidade máxima de produção, registrando 180 mil barris de óleo por dia.
Atualmente, o campo de Mero opera com uma rede composta por cinco poços produtores conectados à infraestrutura, que inclui outros importantes FPSOs como o Guanabara e o Sepetiba. O campo mantém um ritmo robusto de extração, com uma média de 740 mil barris diários contabilizada no segundo trimestre deste ano.
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