Financiamentos para energia solar disparam no Santander, impulsionados pela busca por economia e sustentabilidade.
O setor de energia solar no Brasil demonstra uma vitalidade surpreendente, com o Santander registrando um expressivo aumento de 11,9% nos financiamentos concedidos para projetos fotovoltaicos durante o primeiro semestre de 2026. Este crescimento não se limita apenas ao volume financeiro, mas se reflete diretamente no número de clientes que aderiram a essa modalidade, que avançou 19,4% e atingiu o pico histórico desde 2023.
O interesse particular das pessoas físicas chama a atenção, com um salto de 44,7% nas contratações. Esse cenário robusto sinaliza para o banco uma clara retomada no mercado de financiamento solar, alinhado a um contexto de expansão da geração fotovoltaica no país.
Fatores que Ditaminam o Avanço da Energia Solar
A instituição financeira atribui esse desempenho positivo a uma série de fatores. Entre eles, destaca-se a crescente previsibilidade regulatória, que confere maior segurança aos investidores. Além disso, a demanda por soluções sustentáveis, que contribuem para a redução da pegada ambiental, e a busca por diminuir os custos com energia elétrica são motores importantes para a decisão dos consumidores.
O Santander não se limita a financiar apenas painéis solares. A instituição também oferece crédito para projetos de baterias destinadas a sistemas fotovoltaicos, ampliando o leque de soluções para quem deseja investir em energia limpa e autônoma. Paralelamente, o banco mantém sua atuação firme no financiamento de veículos elétricos, reforçando seu compromisso com a mobilidade sustentável.
Cezar Janikian, vice-presidente executivo do Santander Consumer Finance no Brasil e na América do Sul, afirma em nota:
“O financiamento é uma alavanca importante para o crescimento do mercado solar. O avanço da nossa base de clientes mostra que existe demanda e espaço para ampliar essa frente de negócio.”
Desafios e Oportunidades na Rede Elétrica
Em paralelo ao avanço dos financiamentos, o setor de energia tem enfrentado seus próprios desafios operacionais. Recentemente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela segunda vez em 2026, o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. Essa medida foi necessária devido à combinação de baixo consumo energético com uma elevada produção proveniente de micro e minigeração distribuída (MMGD).
A ação resultou na desconexão de 1 GW de usinas conectadas à rede de distribuição. Anteriormente, o ONS já havia realizado cortes pontuais na geração centralizada eólica e solar, na ordem de 20 MW.
Em declarações recentes, Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do ONS, ressaltou a complexidade do cenário:
“Não faz mais sentido injetar potência na rede no período diurno”.
Para ele, novos empreendimentos de geração solar durante o dia podem acabar apenas substituindo a produção de usinas já existentes, configurando um cenário de otimização da rede.
O contínuo crescimento dos investimentos em energia solar, aliado à busca por soluções energéticas mais eficientes e econômicas, aponta para um futuro promissor. O papel do setor financeiro, como o Santander, é fundamental para viabilizar essa transição, enquanto o ONS trabalha para equilibrar a oferta e a demanda em um sistema elétrico cada vez mais dinâmico e descentralizado.























