A fatia de petróleo pertencente à União registrou um volume sem precedentes em junho, alcançando a marca de 330 mil barris diários, um salto de 35% sobre os resultados de maio.
O Brasil alcançou um marco expressivo na exploração de hidrocarbonetos sob o regime de partilha. Dados divulgados pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) revelam que a produção de petróleo destinada à União atingiu, em junho, o maior patamar desde a implementação desse modelo contratual em 2017. Com 330 mil barris por dia, o resultado supera significativamente o recorde estabelecido apenas um mês antes.
Esse desempenho robusto é fruto do somatório da produção em nove contratos de partilha e quatro acordos de individualização da produção (AIPs). A escalada na curva de extração foi impulsionada, majoritariamente, pelo aumento da participação da União em campos estratégicos do pré-sal, como Mero, Atapu, Norte de Carcará e Sépia.
Desempenho por modalidade e o cenário do gás natural
Analisando apenas os contratos de partilha, a União contabilizou 306 mil barris diários, consolidando o crescimento de 35% registrado no período. Paralelamente, os acordos de individualização de produção contribuíram com 23 mil barris por dia, refletindo uma expansão de 26% em comparação ao mês anterior.
No que tange ao gás natural, a fatia da União atingiu a marca de 398 mil m³ diários. Esse volume engloba cinco contratos de partilha de produção e os acordos de Tupi e Jubarte.
A parcela de petróleo da União em junho foi de 330 mil barris por dia, o maior volume de produção atingido desde 2017, quando teve início a produção em regime de partilha.
Desafios logísticos e exportação
Apesar dos números positivos na produção de óleo, a exportação de gás natural enfrentou oscilações. No regime de partilha, o volume exportado totalizou 5,3 milhões de m³ por dia, uma queda de 17% frente ao mês de maio.
O recuo foi motivado por uma intervenção técnica no gasoduto Rota 3, infraestrutura vital que conecta as reservas do pré-sal na Bacia de Santos à unidade de processamento em Itaboraí, impactando diretamente as operações de Búzios e Sépia.
Por outro lado, o segmento de acordos de individualização demonstrou resiliência, com alta de 9% na exportação de gás, alcançando 188 mil m³ diários. O otimismo nesse setor foi sustentado pelo retorno das atividades de exportação da plataforma P-66, localizada no campo de Tupi.
Os números refletem o amadurecimento dos projetos de exploração no pré-sal brasileiro e o papel crescente da PPSA na gestão dos ativos que compõem a parcela do Estado. A expectativa é que, com a estabilização das operações logísticas, o fluxo de exportação acompanhe o ritmo crescente da produção de óleo nos próximos meses.
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