Os **bancários** de todo o Brasil iniciam hoje uma **paralisação de 24 horas**, buscando **reajuste salarial** e melhores **benefícios**. A **categoria** pressiona por aumento real nos vencimentos e valorização dos auxílios.
Os trabalhadores do setor bancário em todo o território nacional deflagram, a partir desta quinta-feira (20), uma paralisação de 24 horas. A mobilização, organizada pelo Comando Nacional dos Bancários, ocorre em um momento crucial das negociações da campanha salarial que visa definir as condições para 2026. A expectativa é de que a ação pressione as instituições financeiras a apresentarem propostas mais alinhadas às demandas da categoria.
O ponto central da reivindicação dos bancários reside na busca por um reajuste salarial significativo, que vá além da reposição inflacionária. A categoria almeja um aumento real, somado à valorização de diversos benefícios, o que representa o cerne da campanha em andamento e o principal motivo para a greve pontual.
As Reivindicações da Categoria
A pauta de exigências dos bancários é abrangente. Entre os pedidos mais urgentes, destaca-se o pleito por 5% de aumento real sobre salários e demais verbas, ou seja, um percentual acima da inflação projetada. A categoria também reivindica a elevação do piso salarial e a revisão dos valores pagos nos vales-refeição (VR) e vales-alimentação (VA), fundamentais para o poder de compra dos trabalhadores. Além disso, busca-se uma maior valorização na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O Comando Nacional dos Bancários aguarda um posicionamento concreto das instituições financeiras, que, até o momento, não formalizaram uma proposta econômica satisfatória para a pauta apresentada.
Impacto da Paralisação e Orientações
É importante ressaltar que a paralisação de 24 horas não implica no fechamento automático de todas as agências bancárias. A extensão da adesão ao movimento dependerá diretamente da participação dos bancários em cada região e das estratégias organizadas pelos sindicatos locais. Para os correntistas, a orientação principal é priorizar o uso dos canais digitais, como aplicativos e internet banking, para realizar transações e resolver pendências. Funcionários em regime de home office também foram instruídos a não acessarem os sistemas dos bancos nem registrarem o ponto durante o período da greve.
“Esta paralisação é um sinal claro da nossa união e da nossa determinação em conseguir um reajuste salarial justo e a valorização de todos os nossos benefícios. Esperamos que os bancos percebam a seriedade de nossas reivindicações e apresentem uma proposta que reflita o nosso valor”, declarou um representante do Comando Nacional dos Bancários.
Andamento das Negociações e Próximos Passos
O processo de negociações teve início em 2 de julho, após a entrega da pauta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. Apesar de o Comando Nacional dos Bancários afirmar que ainda não houve uma proposta econômica concreta, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicaram que o calendário de discussões está sendo seguido conforme o planejado.
A paralisação acontece às vésperas da data-base da categoria, marcando uma fase intensificada da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano. A expectativa é que o movimento gere um novo impulso nas conversas, buscando um acordo salarial que atenda às expectativas dos bancários para 2026. O desfecho dessas negociações será crucial para definir o cenário econômico e as condições de trabalho de milhares de profissionais do setor.





















