O BANDES estuda incrementar o aporte financeiro destinado a 56 iniciativas de minerais críticos, visando viabilizar um portfólio de projetos que soma quase R$ 46 bilhões em investimentos.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BANDES) está em fase de revisão orçamentária para contemplar um grupo de 56 projetos estratégicos voltados à exploração e beneficiamento de minerais críticos. Embora o montante inicial disponibilizado na chamada pública fosse de R$ 5 bilhões, a alta demanda e o potencial dos planos apresentados — que totalizam uma necessidade de capital de R$ 45,8 bilhões — forçaram a instituição a buscar estratégias para ampliar sua capacidade de suporte.
O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, José Luís Gordon, esclareceu que a instituição não pretende se limitar a cronogramas rígidos ou tetos preestabelecidos de crédito.
“Vamos tentar construir o máximo possível de solução financeira para um conjunto de projetos, é uma prioridade para o Brasil”, declarou Gordon.
Foco em valor agregado e tecnologia
A estratégia do BANDES não se resume apenas ao financiamento da extração primária. Segundo o banco, a prioridade é fomentar empreendimentos que realizem o processamento dos minerais dentro do território nacional, elevando a competitividade e a maturidade tecnológica da indústria brasileira.
O primeiro projeto a ser beneficiado por essa diretriz é uma unidade da WEG, localizada em Itajaí (Santa Catarina). A companhia recebeu o sinal verde para estruturar uma fábrica focada em sistemas de armazenamento de energia via baterias, um setor essencial para a transição energética global.
Sinergia entre gigantes
Para fortalecer esse ecossistema, o BANDES formalizou, nesta semana, uma aliança com a Petrobras. O protocolo de intenções firmado entre as partes visa integrar esforços em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no setor mineral.
A cooperação entre as estatais busca identificar gargalos tecnológicos e carências na cadeia produtiva, garantindo que as soluções de mineração estejam alinhadas às exigências da economia de baixo carbono e do setor de óleo e gás. Com esse movimento, o governo federal reforça o papel do BANDES como indutor do desenvolvimento sustentável, alocando recursos em setores estratégicos para a soberania econômica e tecnológica do país nos próximos anos.






















