A Petrobras confirmou que a perfuração do Poço Morpho, situado na Margem Equatorial, será concluída até o dia 7 de agosto de 2026.
A gigante estatal brasileira de energia, Petrobras, avançou com seu cronograma operacional na Margem Equatorial. Conforme reportado ao Poder360, a empresa prevê o término das atividades de perfuração no Poço Morpho para o início de agosto. Localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do Amapá, o empreendimento é peça-chave na estratégia de exploração em águas profundas do país.
Histórico operacional e desafios ambientais
O projeto, que integra um plano robusto de investimentos de R$ 13 bilhões, prevê a abertura de 15 poços na região até 2030. No entanto, o caminho até aqui enfrentou desafios. Em janeiro, uma ocorrência de vazamento de 18.440 litros de fluidos — classificados pela estatal como biodegradáveis — levou o Ibama a aplicar uma multa de R$ 2,5 milhões à petroleira. Em decorrência do incidente, os trabalhos ficaram suspensos por um mês, sendo retomados apenas após o aval da ANP.
Expansão da fronteira exploratória
Embora o Poço Morpho seja um marco inicial, a Petrobras mantém cautela quanto à viabilidade econômica da região, uma vez que a exploração ainda está em fase de pesquisa. Paralelamente às atividades no Amapá, a companhia prepara novas frentes de trabalho.
“A avaliação do potencial exploratório dependerá dos resultados obtidos,” ressaltam especialistas do setor. Além da operação atual, a empresa projeta iniciar as perfurações de outros três poços cruciais — Mãe de Ouro, Inhame e Taianga — situados na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, que já contam com autorização ambiental do Ibama concedida em março.






















