Um severo temporal atingiu o interior de São Paulo, causando a queda de 54 torres de transmissão e centenas de postes, resultando em um amplo esforço de reconstrução da rede elétrica.
Um fenômeno climático extremo atingiu diversas regiões do interior paulista na última sexta-feira (24), gerando impactos severos à infraestrutura de distribuição e transmissão de energia. De acordo com a CPFL Paulista, o vendaval provocou o colapso de 54 torres de transmissão e a destruição de mais de 250 postes, deixando milhares de consumidores sem luz e exigindo uma força-tarefa composta por mais de 300 colaboradores para a normalização dos serviços.
A distribuidora declarou que as operações de reparo seguem em regime de prontidão total, envolvendo equipes do Grupo CPFL Energia e parceiros externos. Embora a maior parte do sistema já tenha sido restabelecida, a cidade de Guariba ainda apresenta cerca de 3,8 mil unidades consumidoras desabastecidas. Em outros municípios atingidos, como Ribeirão Preto, Taquaritinga, Pradópolis e Dumont, o atendimento está concentrado em reparos isolados.
Impactos na Rede Básica e ONS
O evento climático não se limitou às redes de distribuição local, afetando também pontos estratégicos de transmissão de alta voltagem. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) registrou falhas automáticas em quatro circuitos entre a madrugada de sexta-feira, especificamente entre as 4h20 e 4h46. Os desligamentos foram decorrentes da queda de estruturas que compõem o sistema de interligação entre São Paulo e Minas Gerais.
Conforme as informações técnicas do operador, as perdas estruturais incluíram:
- Cinco torres na linha de 440 kV Água Vermelha–Araraquara, operada pela ISA Energia;
- Cinco torres na linha de 500 kV Marimbondo II–Araraquara, sob responsabilidade da Axia Minas;
- 16 torres nos dois circuitos da linha de 500 kV Nova Ponte 3–Araraquara 2.
Posicionamento das empresas e condições climáticas
A ISA Energia confirmou que o desligamento às 4h20 foi impulsionado por condições meteorológicas adversas, caracterizadas por chuvas intensas e ventos que superaram a marca de 120 km/h. Segundo a companhia, as cinco estruturas danificadas em Taquaritinga não comprometeram o abastecimento regional devido à redundância da rede. A empresa reiterou que, imediatamente após o incidente, iniciou os protocolos de segurança e logística para a reconstrução dos ativos. Até o momento, a Axia não se pronunciou sobre o ocorrido.
O episódio serve como um alerta para a resiliência das infraestruturas de energia limpa e transmissão frente a eventos climáticos cada vez mais intensos. A expectativa é que a conclusão das obras de restabelecimento ocorra nos próximos dias, à medida que as equipes finalizam a reconstrução física dos trechos mais afetados. O setor elétrico continua monitorando a estabilidade da rede enquanto se prepara para os desafios impostos pela variabilidade climática.






















