Governo dos Estados Unidos oficializa nova política protecionista, aplicando taxa de 15% e tabelamento de preços mínimos para insumos estratégicos essenciais à indústria de energia solar e semicondutores.
Em um movimento estratégico voltado ao fortalecimento da sua cadeia industrial interna, a administração dos Estados Unidos anunciou novas restrições às importações de derivados de polissilício. A medida impõe uma tarifa adicional de 15% sobre os produtos estrangeiros, além de estabelecer patamares de preços mínimos para a entrada de componentes críticos no mercado norte-americano, visando mitigar a forte dependência de produtores globais, com foco principal na China.
A determinação, fundamentada na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, justifica-se pelo argumento de segurança nacional. Segundo o governo, a vulnerabilidade no fornecimento de insumos básicos para setores de alta tecnologia — como a fabricação de chips, componentes para Inteligência Artificial e sistemas de energia fotovoltaica — representa um risco que a política comercial pretende conter.
Tabelamento de valores e novos prazos
Para garantir o cumprimento das normas, o governo dos Estados Unidos definiu preços de referência rigorosos para a cadeia produtiva. O insumo básico, o polissilício, terá um piso de US$ 21 por quilo, enquanto produtos processados, como lingotes e wafers, deverão respeitar o valor mínimo de US$ 100 por quilo. No segmento fotovoltaico, o impacto será direto: células solares não poderão ser importadas por menos de US$ 0,22 por watt, e módulos solares possuem preço mínimo de US$ 0,38 por watt.
“A iniciativa busca estimular a produção doméstica de polissilício e reduzir a dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros”, reforça o comunicado oficial da Casa Branca sobre a necessidade de soberania industrial.
A partir do dia 4 de dezembro, data em que as novas regras entram em vigor, importadores terão a responsabilidade de comprovar que os produtos adquiridos seguem os valores estipulados. Além das restrições, o governo sinalizou que poderá oferecer incentivos fiscais e condições diferenciadas para empresas que optarem por investir na fabricação local desses insumos, impulsionando a competitividade da indústria nacional diante do cenário de instabilidade no fornecimento internacional.























