STJ reverte afastamento de diretores ANP em caso Refit e terreno da refinaria vai a leilão

STJ reverte afastamento de diretores ANP em caso Refit e terreno da refinaria vai a leilão
STJ reverte afastamento de diretores ANP em caso Refit e terreno da refinaria vai a leilão - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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Decisão do STJ permite que diretores da ANP atuem em caso Refit, enquanto refinaria tem terreno leiloado para abater dívidas.

O cenário regulatório da indústria de petróleo e gás no Brasil vivenciou um desdobramento significativo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suspender o afastamento dos diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Symone Araújo e Pietro Mendes. A medida, proferida pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, reverte uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que impedia os gestores de participarem de decisões cruciais relacionadas a arguições de suspeição e impedimento no âmbito de um processo fiscalizatório contra a empresa Refit.

A controvérsia originou-se de uma interpretação do TRF-1 sobre a chamada “votação cruzada”, onde cada diretor teria participado da análise de impedimento do outro, em um caso com fatos comuns. A Refit, por sua vez, havia protocolado medidas judiciais e administrativas, incluindo uma notícia-crime, buscando contestar a atuação da agência reguladora. No entanto, o ministro Benjamin enfatizou a inadmissibilidade de ações que visem criar impedimentos artificiais, destacando que os recursos da Refit foram apresentados após o início da fiscalização.

Para o STJ, a intervenção judicial na autonomia decisória da ANP em casos como este configura uma grave violação à ordem pública, uma vez que subverte a presunção de legitimidade dos atos administrativos. A suspensão da decisão do TRF-1 garante que os diretores da ANP possam retomar suas funções no processo até que haja um julgamento definitivo.

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Em paralelo a esta questão regulatória, a situação financeira da Refit, apontada como um dos maiores devedores contumazes do país, avança para um novo capítulo. A refinaria, que já enfrentou interdições por falhas de segurança e suspeitas de irregularidades na importação de combustíveis, terá seu terreno, localizado no Rio de Janeiro, levado a leilão. A avaliação do imóvel, que abriga as instalações industriais, é de R$ 23,5 milhões, com um lance mínimo de R$ 11,8 milhões. O certame está agendado para o dia 9 de setembro, visando à recuperação de parte dos débitos da companhia junto à União.

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