### Raízen avança em reestruturação e transfere usinas solares ao Grupo Gera
A Raízen obteve sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de um novo conjunto de usinas de distribuida/” title=”geração distribuída”>geração distribuída (GD). A operação, que não sofreu restrições pelo órgão antitruste, envolve a transferência integral de Sociedades de Propósito Específico (SPEs) fotovoltaicas para a Gera Dias Energia, braço do Grupo Gera.
Embora o montante financeiro e a quantidade específica de ativos permaneçam em sigilo, o negócio é peça-chave na estratégia de desalavancagem financeira da companhia, uma joint venture formada pela Cosan e pela Shell. O desinvestimento de ativos considerados periféricos visa otimizar o caixa e garantir maior disciplina de capital diante dos desafios do atual cenário econômico.
#### Foco no ‘Core Business’
Para a Raízen, o movimento reflete uma diretriz clara de racionalização de portfólio. Ao se desfazer dos parques de energia solar descentralizada, a empresa reforça o direcionamento de seus recursos para as atividades que compõem sua base principal: o processamento de cana-de-açúcar, a fabricação de açúcar, etanol de segunda geração (E2G), além das operações com biomassa, biogás e a rede de distribuição de combustíveis.
A agilidade no processo de fechamento financeiro foi possível graças à ausência de exigências por parte de outros órgãos reguladores, ficando a transação centralizada apenas na análise do Cade.
#### Expansão estratégica do Grupo Gera
Do lado comprador, a aquisição acelera o plano de crescimento da Gera Energia Brasil. Com a integração dos ativos da Raízen, a empresa fortalece sua presença no mercado de minigeração distribuída, focando em clientes corporativos e comerciais que utilizam os modelos de geração compartilhada e autoconsumo remoto.
O negócio exemplifica o momento de transformação no setor elétrico nacional. Grandes players e investidores estão reajustando suas posições, buscando eficiência operacional e ganhos de escala frente às mudanças recentes no marco regulatório de créditos de energia e às oscilações no custo de capital no Brasil.























