O Porto de Santos iniciou operações regulares de abastecimento de navios com etanol, impulsionando a descarbonização do setor marítimo em parceria com grandes empresas do mercado global.
O Porto de Santos deu um passo decisivo em direção à sustentabilidade global ao iniciar as operações frequentes de abastecimento de embarcações comerciais utilizando etanol como combustível.
A iniciativa é fruto de uma aliança estratégica entre o grupo de navegação CMA CGM, a produtora Copersucar, a comercializadora Bunker One e a Autoridade Portuária de Santos (APS).
O objetivo central da cooperação é transformar o principal complexo portuário da América Latina em um polo de referência internacional para a transição energética e o fornecimento de biocombustíveis marítimos de baixo carbono.
Marco na transição energética marítima
O ponto de partida para essa nova etapa ocorreu com o atendimento ao navio porta-contêineres CMA CGM IRON, uma gigante embarcação com capacidade para 13 mil TEUs.
A embarcação se destaca tecnologicamente por possuir o primeiro motor tricombustível do mundo devidamente homologado para operar com o insumo proveniente da cana-de-açúcar.
A consolidação das operações regulares vem após uma fase experimental bem-sucedida promovida pelas empresas envolvidas para validar os protocolos operacionais e de segurança no litoral paulista.
Após a primeira operação realizada em julho, estamos agora avançando para uma nova fase, demonstrando que o etanol pode ser incorporado às operações marítimas de forma segura, confiável e em escala comercial.
A avaliação do executivo Giovani Grassi, CEO da CMA CGM do Brasil, reforça a maturidade técnica do projeto para atender às demandas de grande porte do comércio global.
Expansão e projeções para o setor
As perspectivas para a demanda de combustíveis renováveis no transporte aquaviário indicam um cenário de forte expansão no mercado internacional nos próximos anos.
Levantamentos da entidade classificadora DNV apontam que atualmente 159 navios no mundo já utilizam propulsão adaptada para metanol, funcionalidade que também permite o uso direto de etanol.
Além das unidades já ativas, a estimativa do setor indica que mais de 450 novas embarcações com essa tecnologia deverão entrar em circulação nos mares até o ano de 2030.
Com novos abastecimentos previstos para a frota até o encerramento deste ano, o terminal santista se posiciona estrategicamente na liderança de soluções sustentáveis para o transporte marítimo global.












