A Aneel revogou a autorização de uma usina termelétrica de 50 MW em São Paulo, registrou um novo projeto de 37,5 MW no Mato Grosso e autorizou nova comercializadora.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) oficializou a revogação da outorga do empreendimento termelétrico UTE Cempla Bioenergia, projetado para ter 50 MW de potência no município de Planalto, em São Paulo.
A medida atendeu a um pedido formal da própria desenvolvedora, a Planalto Bioenergia. A empresa apontou entraves econômicos e incertezas no setor de cogeração que inviabilizaram a continuidade do projeto.
No mesmo ato, o órgão regulador deu andamento a novos processos outorgados, aprovando a fase preliminar de uma usina em Mato Grosso e liberando a atuação de mais um agente de mercado.
Inviabilidade econômica cancela projeto paulista
A usina paulista havia recebido autorização inicial em setembro de 2024, com prazo limite estipulado para entrar em operação comercial até março de 2029.
Entretanto, o pedido de encerramento foi submetido em julho deste ano, sustentado pela alta dos custos produtivos e retração nas expectativas de comercialização de energia.
A inviabilidade econômico-financeira do empreendimento decorreu de mudanças regulatórias, aumento nos custos de produção e incertezas operacionais no setor de cogeração.
Vistorias técnicas da Aneel constataram que a usina não possuía contratos firmados no mercado livre ou regulado, além de não apresentar pendências operacionais ou sanções administrativas, permitindo o cancelamento amigável.
Avanço no Mato Grosso e expansão na comercialização
Enquanto uma usina deixa o planejamento, outra dá os primeiros passos. A agência emitiu o Despacho de Registro de Outorga (DRO) para a UTE São José, empreendimento de 37,5 MW situado em Nova Bandeirantes, Mato Grosso.
A concessão foi outorgada à Usina São José Ltda. com validade de quatro anos. Essa etapa inicial não garante exclusividade, mas permite o andamento dos estudos e licenciamentos necessários.
Por fim, o mercado de energia ganhou um novo integrante com a liberação da Tradercom Comercializadora, autorizada a operar diretamente no âmbito da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
As recentes decisões refletem o ajuste constante entre viabilidade financeira, demanda de mercado e a constante reorganização da matriz elétrica brasileira.












