A Petrobras confirmou um novo reajuste de 11,8% no preço do querosene de aviação para outubro, impulsionado pelas turbulências geopolíticas e volatilidade no mercado global de energia.
A aviação comercial brasileira enfrenta mais um desafio financeiro com a alta no custo dos insumos energéticos. A Petrobras determinou uma elevação média de 11,8% no valor do querosene de aviação comercializado com as distribuidoras, com vigência iniciada nesta quinta-feira, 1 de outubro.
O encarecimento representa um acréscimo aproximado de R$ 0,66 por litro em comparação aos valores praticados no mês anterior. Este movimento sucede a alta de 13,9% registrada em setembro, evidenciando uma sequência de pressões de alta sobre o setor de combustíveis.
Pressão geopolítica e mercado internacional
A principal justificativa para a alteração tarifária reside na disparada das cotações internacionais do insumo. As atuais tensões geopolíticas no Oriente Médio têm gerado forte instabilidade na cadeia global de suprimentos energéticos.
A estatal petrolífera argumenta que, apesar da alta recente, o patamar praticado no território nacional continua competitivo. A empresa destaca que a inflação acumulada pelo produto no exterior, desde o início dos conflitos envolvendo o Irã, supera os índices repassados ao mercado brasileiro.
Modelo de comercialização e concorrência
O insumo é fornecido diretamente às distribuidoras, seja através da produção nas refinarias da Petrobras ou por meio de importações exclusivas. Cabe a essas empresas a logística de transporte e a revenda para as companhias aéreas.
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O mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, não havendo restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtoras ou importadoras de QAV.
Apesar da abertura regulatória, a estatal detém forte influência no abastecimento nacional. Por isso, medidas de suavização de impacto econômico são monitoradas de perto pelos analistas do setor de energia.
Perspectivas e impacto nas passagens
Com a continuidade da volatilidade externa, o setor aéreo lida com margens cada vez mais espremidas. O querosene representa uma fatia expressiva dos custos operacionais das companhias de transporte aéreo.
Continua em aberto a expectativa sobre a aplicação de facilidades de pagamento. Em junho, a petroleira implementou um programa que permite dividir o reajuste em três vezes, política que retornou em setembro para amortecer choques bruscos no fluxo de caixa das distribuidoras.
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