Um aval positivo pode retomar um mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia, em um segmento que segue enfrentando desafios
Um aval positivo pode retomar um mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia, em um segmento que segue enfrentando desafios
Por Misto Brasil – DF
O setor pesqueiro brasileiro atravessa um momento crucial. Em junho, auditores da União Europeia (UE) realizarão visitas ao Brasil para avaliar as condições da produção nacional, com o objetivo de retomar as exportações para o bloco, que estão suspensas desde 2017.
Uma avaliação positiva por parte da UE poderá reativar o mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia. Este setor tem enfrentado dificuldades com a pesca ilegal e com os impactos das mudanças climáticas.
Conforme comunicado à DW Brasil, um representante da Comissão Europeia confirmou que, no momento, nenhum estabelecimento brasileiro está aprovado para exportar produtos da pesca para a UE.
A auditoria ocorrerá entre os dias 8 e 19 de junho em diversos estados brasileiros. O objetivo é verificar os sistemas de controle que regulamentam a produção de pescado destinado à exportação para o bloco europeu.
A Comissão Europeia informou que não é possível prever os resultados da auditoria nem os próximos passos em caso de um aval positivo.
Em 2017, a UE levantou questionamentos sobre os métodos de pesca brasileiros, especialmente no que diz respeito às condições das embarcações.
Diante da possibilidade de um embargo às exportações de pescado nacional, o governo brasileiro optou por suspender os embarques naquele ano. Em maio de 2018, a UE oficializou o banimento completo, que permanece em vigor até hoje.
Até então, o bloco europeu era um comprador significativo de peixes como a tilápia, cuja pele é utilizada pela indústria cosmética, além de ser um grande importador de lagosta e atum. Na época, 14% das exportações brasileiras de pescado tinham a UE como destino.
Com a suspensão das exportações para a Europa, as exportações de pescados brasileiros se concentraram nos Estados Unidos, e países asiáticos também aumentaram sua participação. No ano passado, as políticas tarifárias do então presidente Donald Trump geraram preocupações no setor, que busca agora diversificar seus mercados.
Visão Geral
O setor pesqueiro brasileiro está em um ponto de virada, com a expectativa de uma auditoria da União Europeia em junho para avaliar as condições de produção e viabilizar a retomada das exportações, suspensas desde 2017. Um resultado positivo pode reabrir o mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia, ajudando a mitigar desafios como a pesca ilegal e os efeitos das mudanças climáticas. Atualmente, não há estabelecimentos brasileiros habilitados para exportar pescado para a UE. A auditoria abrangerá sistemas de controle em vários estados. Em 2017, questionamentos sobre as práticas de pesca levaram o Brasil a suspender voluntariamente as exportações, sendo posteriormente seguido pelo banimento oficial da UE em 2018. Antes da suspensão, a UE era um destino importante para o pescado brasileiro, respondendo por 14% das exportações. Com a restrição, o Brasil buscou novos mercados, como os Estados Unidos e países asiáticos, mas a diversificação é vista como essencial diante de possíveis instabilidades comerciais.
Créditos: Misto Brasil




















