O Natural Investment Lab desenvolveu um modelo padronizado de contrato para facilitar o financiamento de projetos de reflorestamento e conservação florestal no mercado global de carbono.
A obtenção de recursos financeiros para iniciativas de reflorestamento e preservação ainda enfrenta barreiras estruturais significativas no Brasil e no mundo.
Para destravar esse gargalo, o Natural Investment Lab (NIL) apresentou uma proposta de contrato-modelo focada em simplificar o acesso de desenvolvedores ao capital privado.
A iniciativa busca padronizar acordos para projetos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), impulsionando a maturidade desse mercado sustentável.
Padronização para destravar investimentos
O novo formato abrange os chamados contratos de offtake, garantindo termos comerciais claros antes mesmo do início efetivo da produção dos ativos ambientais.
A estrutura jurídica aborda pontos críticos como precificação, garantias financeiras, prazos de entrega e a governança de todo o ciclo de vida dos créditos.
O objetivo central é elevar o carbono ao patamar de commodity global, oferecendo maior segurança jurídica para grandes compradoras corporativas, a exemplo das empresas de tecnologia como a Microsoft.
Diálogo com o mercado e apoio do setor
Durante a construção do documento, o NIL consultou 25 importantes instituições financeiras e empresas do setor, incluindo Itaú BBA, Petrobras, Systemica, Regia Capital e Regreen.
Segundo a liderança do projeto, a padronização vai fortalecer a atuação dos desenvolvedores na estruturação de suas propostas.
A liderança do projeto afirmou:
“A ideia é preparar os desenvolvedores dos projetos de produção de carbono para que consigam lidar com todas as exigências com as quais vão se deparar quando tentarem acessar recursos”
A expectativa é atender tanto empresas consolidadas do segmento, como Mombak e Re.Green, quanto novos empreendimentos que estão iniciando suas operações em locais como o estado de Roraima, com a ZEG Florestal.
Consolidação global até a COP31
Apresentada originalmente durante a Semana do Clima de Nova York, a minuta do contrato será submetida em breve a uma etapa de audiência pública para receber contribuições.
A meta do grupo é finalizar a versão definitiva até o encerramento deste ano e dar destaque ao modelo durante a COP31, marcada para ocorrer na Turquia.
Fruto de uma articulação entre Banco do Brasil, Instituto Itaúsa, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Gfanz, gerida pela Climate Venture, a iniciativa busca impulsionar os investimentos na economia de Soluções Baseadas na Natureza.
















