Uma manutenção programada na unidade da Petrobras forçou a PetroReconcavo a suspender a produção de gás natural em diversos polos na Bahia por quase um mês.
A rotina operacional da PetroReconcavo na Bahia sofrerá uma pausa estratégica nas próximas semanas. A empresa comunicou ao mercado que terá de interromper o escoamento e a produção de gás natural não associado em ativos específicos, devido a uma intervenção técnica essencial na UTG Catu, infraestrutura sob responsabilidade da Petrobras.
A interrupção, que faz parte de um cronograma de manutenção preventiva, afetará as atividades entre 26 de outubro e 19 de novembro de 2026. Além da PetroReconcavo, as companhias Brava e Origem também terão seus processos de recebimento de combustível afetados na unidade, que atua como um hub regional de processamento.
Impacto nos ativos e volume produtivo
O reflexo direto dessa paralisação recai sobre os polos Miranga e Tiê, além de campos estratégicos vinculados ao Polo Remanso, como Norte de Fazenda Caruaçú, Sesmaria e Sussuarana. A estimativa da companhia é que o volume impactado alcance cerca de 2,4 mil barris de óleo equivalente durante o período.
Embora o número seja relevante para o fluxo de caixa da operação de gás, a empresa assegurou que o segmento de petróleo segue inalterado. Para otimizar o tempo de inatividade forçada, a gestão aproveitou o cenário para antecipar manutenções de oportunidade em suas próprias estações coletoras e de processamento primário.
A companhia esclareceu que, apesar da pausa temporária, a produção de gás não associado que depende da UTG São Roque, gerida pela própria PetroReconcavo, manterá seu ritmo operacional normal, sem qualquer interrupção ou necessidade de ajuste.
Cenário de mercado e próximos passos
Esta interrupção ocorre em um momento em que o mercado de gás natural vive um ciclo de alta demanda. No primeiro semestre de 20












