Brasil lidera redução de fósseis na América do Sul, impulsionado por renováveis.
Um novo estudo da KPMG, em colaboração com a Ember e a Kearney, revela que o consumo de combustíveis fósseis nas Américas do Sul e Central sofreu uma queda de 4%. Esse declínio é atribuído, em grande parte, à expansão acelerada das fontes de energia renovável na região, com o Brasil se destacando na liderança desse movimento. Paralelamente, a produção de petróleo na América do Sul experimentou um crescimento de 10,3%, impulsionado pelo aumento da atividade no pré-sal brasileiro, além de contribuições da Argentina, Venezuela e Guiana.
A análise, parte da renomada _Statistical Review of World Energy 2026_, destaca a estratégia brasileira de diversificar sua matriz energética. O país demonstra um cenário promissor ao aliar a robustez de sua geração hidrelétrica com o expressivo avanço das fontes solar fotovoltaica e eólica no Sistema Interligado Nacional (SIN), além da significativa participação dos biocombustíveis nos transportes.
Brasil: um pilar de energia limpa e produção de petróleo
Manuel Fernandes, sócio-líder de energia e recursos naturais da KPMG no Brasil e América do Sul, ressalta a posição única do país. Ele enfatiza que o Brasil não só se consolida como um importante produtor global de petróleo, especialmente devido às descobertas no pré-sal, mas também avança consistentemente na adoção de energias renováveis.
“O Brasil permanece em destaque na produção de petróleo entre os grandes produtores globais por conta do pré-sal. Com relação as energias renováveis, o país adota uma abordagem diversificada, expandindo onde for possível e, ao mesmo tempo, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis”, explicou Fernandes.
Atração de investimentos e descarbonização acelerada
A combinação de uma infraestrutura hidrelétrica consolidada, o crescimento da geração distribuída e o desenvolvimento do mercado de biocombustíveis posiciona o Brasil como referência global em energia de baixo carbono. Esse modelo regulatório e operacional consistente tem atraído investimentos significativos para o setor.
O executivo da KPMG reforça a importância dessa matriz limpa no contexto internacional: “O país continua sendo referência mundial em geração elétrica de baixo carbono e na produção e utilização de biocombustíveis, especialmente, etanol e biodiesel. A matriz nacional está entre as mais limpas globalmente e as empresas seguem ampliando os investimentos em energias renováveis”.
A diminuição no uso de combustíveis fósseis é um indicativo claro do impacto positivo dos investimentos privados em infraestrutura renovável. Essas ações são cruciais para reduzir a dependência de usinas térmicas, garantir a segurança do suprimento energético e impulsionar a descarbonização em toda a região.
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