O setor industrial brasileiro vive uma forte guinada rumo à autossuficiência energética, registrando um crescimento expressivo de 300% na instalação de sistemas fotovoltaicos nos últimos cinco anos.
Cada vez mais, as empresas brasileiras estão integrando a energia solar às suas plantas fabris como uma estratégia central de gestão. O movimento, alinhado a uma tendência mundial monitorada pela Agência Internacional de Energia (IEA), reflete a urgência do segmento industrial em equilibrar a eficiência operacional com metas rigorosas de sustentabilidade e a constante necessidade de enxugar despesas.
Conforme dados recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o parque de geração própria nas indústrias saltou de 14,8 mil unidades, em meados de 2021, para impressionantes 58,9 mil sistemas em julho de 2026. Esse salto de 300% ilustra como a tecnologia fotovoltaica deixou de ser um diferencial para se tornar um pilar estratégico da produção nacional.
Estudo de caso: Sustentabilidade e produtividade
Um reflexo prático dessa mudança pode ser observado na trajetória da Emaster Elevadores Automotivos. Recentemente, a empresa expandiu sua infraestrutura de geração renovável ao adicionar 500 novos módulos fotovoltaicos, atingindo uma capacidade instalada na casa dos 300 kWp. Esse incremento permite à fábrica produzir mais de 340 mil kWh de energia limpa por ano.
Além da economia direta, o impacto ambiental da medida é significativo: a empresa projeta a neutralização de cerca de 13 toneladas de dióxido de carbono (CO2) anualmente. Para o CEO da companhia, Flavio Fornasier, a implementação vai além dos números ambientais.
“Crescimento e sustentabilidade não são objetivos opostos; pelo contrário, caminham juntos. A indústria precisa assumir seu papel na construção de um futuro mais equilibrado”, destaca Flavio Fornasier.
Segundo o executivo, o projeto de expansão surgiu justamente da necessidade de acompanhar o crescimento da demanda fabril, que exigia uma infraestrutura energética mais robusta. Ao investir em energia solar, a empresa não apenas reduz a dependência da rede convencional, mas também ganha previsibilidade financeira — um fator determinante para a competitividade em um mercado global cada vez mais exigente quanto às práticas de ESG.























