A Áxia e o Consórcio Olympus arremataram quatro lotes no novo leilão de transmissão da ANEEL, garantindo investimentos de R$ 1,8 bilhão com deságio agressivo de 53,2%.
O setor de infraestrutura energética brasileiro registrou um movimento decisivo nesta sexta-feira (3), durante a segunda sessão do leilão de transmissão organizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na B3. O certame foi marcado pelo sucesso da Áxia e do Consórcio Olympus — uma parceria estratégica entre a Alupar e a Infra II Investment — que assumiram a responsabilidade de executar projetos anteriormente paralisados.
A operação contempla a relicitação de quatro concessões fundamentais para a estabilidade do sistema elétrico nacional. Ao todo, o mercado projeta um aporte de R$ 1,8 bilhão, com os vencedores oferecendo um deságio médio expressivo de 53,2% sobre a Receita Anual Permitida (RAP), otimizando o custo final para o consumidor e reforçando a competitividade do setor de energia.
Retomada de projetos estratégicos e impacto regional
As novas concessões, que abrangem os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, têm como foco a modernização e a expansão da capacidade de escoamento. O pacote de obras inclui a instalação de 61 quilômetros de linhas de alta tensão e a ampliação de 2.400 MVA em subestações, prevendo a criação de mais de 4 mil postos de trabalho diretos.
Esses ativos foram originalmente leiloados entre 2020 e 2021 sob gestão da MEZ Energia. Contudo, devido à falha no cumprimento dos cronogramas contratuais, a ANEEL optou pelo processo de caducidade, repassando agora os empreendimentos para players com capacidade de execução técnica e financeira comprovada.
Detalhes dos investimentos por lote
O destaque do certame foi o Lote 7, em São Paulo, que sozinho absorverá R$ 1,09 bilhão do montante total. Com previsão de operação para junho de 2031, o projeto é vital para o reforço da rede paulista. Outros três lotes, situados no Centro-Oeste e no interior paulista, têm previsão de entrada em operação para o final de 2029.
“O leilão não apenas corrige gargalos deixados por concessões anteriores, mas reafirma o compromisso do setor com metas de longo prazo para a segurança do fornecimento de energia no país.”
Com contratos de 30 anos e seguindo o modelo de menor Receita Anual Permitida (RAP), o leilão reitera a robustez do marco regulatório brasileiro. A conclusão bem-sucedida desta rodada garante que os prazos estabelecidos no edital original sejam respeitados, assegurando que o Brasil mantenha o ritmo necessário para atender à crescente demanda por energia limpa e confiável em todo o território nacional.























