A Áxis Energia garantiu o Lote 10 em leilão da Aneel com um deságio expressivo de 51,84%, reforçando o compromisso com a expansão da infraestrutura elétrica no Mato Grosso.
O setor de energia elétrica no Brasil acaba de registrar um marco importante durante o leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira (3), na sede da B3. A Áxi Energia, anteriormente conhecida como Eletrobras, foi a grande vencedora do Lote 10, consolidando sua estratégia de crescimento com uma proposta agressiva de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 23,7 milhões.
Este valor representa uma economia significativa para o sistema, com um deságio de 51,84% em relação ao teto estabelecido pela Aneel, que era de R$ 49,31 milhões. O projeto é vital para a modernização do sistema de transmissão de energia no país, focando especialmente em ampliar a estabilidade do fornecimento para a região Centro-Oeste.
Foco no desenvolvimento e infraestrutura
O empreendimento arrematado pela empresa prevê um aporte de R$ 292,8 milhões destinados a obras complexas no estado do Mato Grosso. A infraestrutura contemplada inclui a construção de um trecho de linha de transmissão e a instalação de subestações com 600 MVA de capacidade de transformação. Além do reforço técnico, a obra tem um impacto social direto, com a previsão de criação de 836 postos de trabalho.
“A competitividade demonstrada nesta rodada de licitações reflete a maturidade do mercado de infraestrutura e o papel fundamental da Aneel em atrair players comprometidos com a eficiência operacional e a expansão da matriz energética nacional.”
Contexto e próximos passos do setor
O lote em questão faz parte da estratégia de relicitação de ativos que anteriormente pertenciam à MEZ Energia. O certame completo, que incluiu quatro lotes distintos, movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos totais, fortalecendo a rede com 61 quilômetros de novas linhas. Outras companhias de peso, como a Cymi, Zopone e o Consórcio Olympus, também participaram da disputa, evidenciando o alto interesse do mercado neste segmento.
O cronograma oficial mantém a data de entrada em operação comercial para 26 de dezembro de 2029. Com este avanço, o setor de infraestrutura energética brasileira segue alinhado com as metas de longo prazo, garantindo maior resiliência para atender à crescente demanda nacional por energia sustentável e segura.























