Greve na Eletronuclear: trabalhadores anunciam paralisação por Acordo Coletivo.
A Eletronuclear, gigante da energia nuclear brasileira, enfrenta um iminente desafio operacional. Representantes dos funcionários notificaram formalmente a empresa sobre uma greve por tempo indeterminado, com início previsto para a meia-noite desta terça-feira, 1º de setembro de 2026.
A comunicação, oficializada em um ofício entregue ao presidente interino da estatal, Raphael Ehlers dos Santos, indica um impasse nas negociações relativas ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A decisão de cruzar os braços surge em meio a preocupações dos trabalhadores quanto ao futuro do ACT e à falta de avanços concretos nas tratativas com a direção da empresa. O sindicato responsável pela categoria, o STIEPAR, liderado por Cassio Lucio Luiz Martins, ressalta a importância de manter as operações essenciais de segurança e operação em andamento durante a paralisação.
A meta é assegurar a integridade das usinas e a segurança da população local e dos próprios colaboradores.
Impacto e Perspectivas da Greve na Geração de Energia Nuclear
As usinas de Angra 1 e Angra 2, operadas pela Eletronuclear, são pilares fundamentais no fornecimento de energia elétrica no Brasil, respondendo por aproximadamente 3% do consumo nacional. A paralisação dos trabalhadores pode gerar incertezas quanto à continuidade dessa geração de energia, embora os sindicatos garantam a manutenção de serviços cruciais para a segurança.
O documento oficial enfatiza que a continuidade dos profissionais é vital para a preservação dos padrões de segurança nuclear e operacional. A porta-voz da categoria declarou que as negociações com a diretoria da Eletronuclear permanecem abertas, desde que pautadas pela seriedade e pela busca de uma solução efetiva para o impasse.
Posicionamento da Eletronuclear e Próximos Passos
Em resposta à crise iminente, a Eletronuclear informou que diversas reuniões foram realizadas com os representantes dos empregados e que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi acionado para mediar a situação. Uma audiência de conciliação está agendada para o dia 31 de agosto.
A empresa reiterou seu respeito ao direito de greve e reafirmou seu compromisso com um processo negocial responsável, destacando que a segurança das Usinas de Angra 1 e 2 continua sendo a prioridade máxima. A expectativa é de que um acordo seja alcançado para evitar a paralisação total das atividades e garantir a estabilidade no fornecimento de energia.
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