Trabalhadores da Eletronuclear entram em greve por tempo indeterminado, afetando usinas de Angra.
A categoria de trabalhadores da Eletronuclear, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica dos Municípios de Parati e Angra dos Reis (Stiepar), deu um passo decisivo ao anunciar uma greve por tempo indeterminado. A paralisação tem início previsto para a meia-noite de 1º de setembro de 2026, impactando diretamente as operações das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2.
A principal motivação para a paralisação é a incerteza em relação à vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a falta de avanços satisfatórios nas negociações com a empresa. O sindicato enfatiza que a segurança nuclear e a integridade das instalações serão prioridades máximas durante o movimento.
Segurança Operacional Garantida
Apesar da greve, o Stiepar assegura que um contingente mínimo de profissionais será mantido nas usinas. Essa medida visa garantir a operação e a segurança de Angra 1 (640 MW) e Angra 2 (1.350 MW). Um turno de 12 horas será dedicado exclusivamente às funções essenciais de operação e segurança, conforme comunicado oficial enviado à Eletronuclear.
A entidade sindical reitera sua disponibilidade para o diálogo e busca por uma solução que contemple as demandas dos trabalhadores.
Negociações e Mediação Judicial
Em resposta, a Eletronuclear confirmou a realização de diversas rodadas de negociação com os representantes dos empregados. A empresa revelou que já solicitou a mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com uma audiência agendada para 31 de agosto, véspera do início da paralisação.
A Eletronuclear reconhece o direito de greve e afirma seu compromisso com um processo negocial responsável, reiterando que a segurança nuclear e operacional das usinas de Angra permanece como prioridade absoluta.
A iminente greve na Eletronuclear lança luz sobre os desafios na relação entre empresas e trabalhadores do setor energético. Enquanto a paralisação promete impactar a rotina das usinas, a busca por um acordo mediado judicialmente surge como um caminho para dissipar o impasse. A manutenção da segurança em um setor tão sensível como o nuclear é um ponto crucial, e a forma como as partes conduzirão as próximas horas será determinante para o futuro da operação energética.














