O Grupo Energía Bogotá e o fundo canadense CDPQ consolidaram uma nova potência no setor de transmissão de energia brasileiro, reunindo ativos sob a holding Verene para ampliar sua capilaridade.
O mercado de transmissão de energia no Brasil acaba de ganhar um novo protagonista de peso. O GEB (Grupo Energía Bogotá) e o fundo de pensão canadense CDPQ (La Caisse de dépôt et placement du Québec) oficializaram a fusão de suas operações no país sob a marca Verene. A nova plataforma nasce com uma Receita Anual Permitida (RAP) estimada em R$ 2,84 bilhões, operando uma infraestrutura que supera 9 mil quilômetros de linhas distribuídas por 17 estados brasileiros.
A estruturação dessa holding envolve um movimento estratégico de ativos. O GEB realizou o aporte de suas participações na Argo Energias e na Gebbras Participações, além de um investimento direto de R$ 2,875 bilhões. Na composição societária da Argo, a espanhola Redeia mantém seus 50% de fatia, enquanto a outra metade agora é compartilhada entre o grupo colombiano e o investidor canadense.
Histórico de expansão e estratégia de mercado
A Verene, que funciona como o veículo de investimento do CDPQ no segmento elétrico nacional, tem um histórico recente de crescimento acelerado. A holding surgiu em 2022, após o fundo adquirir ativos da italiana Terna no Brasil, consolidando posteriormente posições em ativos da Equatorial e na Intesa, que opera linhas entre Goiás e Tocantins.
O GEB, por sua vez, reforça sua presença consolidada desde 2015, quando iniciou suas atividades no país através da Gebbras. A trajetória do grupo inclui aquisições importantes, como a da Argo em 2019 — junto ao fundo Pátria — e a recente compra de participações detidas pela Axia (antiga Eletrobras).
“Essa integração de ativos de transmissão representa um passo fundamental para otimizar o portfólio e aumentar a eficiência operacional em uma escala geográfica abrangente”, observam analistas do setor sobre o movimento de fusão e aquisição.
O setor de energia segue aquecido com essa consolidação. A criação da Verene sinaliza um compromisso de longo prazo dos investidores com o sistema de transmissão brasileiro, garantindo recursos robustos para a manutenção e o desenvolvimento de ativos críticos que conectam o fornecimento de energia a diversas regiões do país.























