Projeto inovador no Ministério Público da Paraíba revoluciona o uso de energia, garantindo economia e sustentabilidade com energia solar.
A busca por energia limpa e eficiência na gestão pública ganha um novo capítulo com a implantação de uma garagem solar na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB) em Campina Grande. A iniciativa, que já teve sua primeira fase de obras concluída, promete não apenas reduzir significativamente os custos operacionais da instituição, mas também contribuir para a preservação ambiental, evitando a emissão de toneladas de dióxido de carbono.
Este projeto visionário transforma uma área de estacionamento em um centro de geração de energia renovável. Com a instalação de placas fotovoltaicas, a unidade do MPPB em Campina Grande se tornará autossuficiente em termos energéticos, gerando mais eletricidade do que consome. O excedente será direcionado para outras promotorias no estado, ampliando o alcance dos benefícios da energia solar.
Construção e Capacidade do Sistema Fotovoltaico
A estrutura, que funcionará como cobertura para veículos, está sendo erguida no estacionamento da Promotoria de Justiça de Campina Grande. A primeira etapa, focada na fundação para suportar os equipamentos, já foi finalizada, com a previsão de entrega total da obra em até 120 dias. O sistema ocupará uma área de 510 metros quadrados, acomodando 28 vagas de estacionamento e 210 placas solares de alta eficiência.
Estima-se que o sistema produza aproximadamente 14.083 kWh por mês, totalizando cerca de 169 mil kWh anuais. Esse volume supera o consumo médio mensal da unidade, que gira em torno de 10.916 kWh, permitindo o suprimento de outras sedes do MPPB, como as localizadas em Bananeiras, Santa Rita e Alagoa Grande.
Impacto Financeiro e Ambiental Significativo
A transição para a energia solar representa um alívio financeiro considerável para o Ministério Público. A expectativa é que a economia anual ultrapasse R$ 90 mil, um valor que tende a crescer com o tempo. No âmbito ambiental, os ganhos são igualmente expressivos. A iniciativa deve evitar a emissão de mais de 1.300 toneladas de dióxido de carbono (CO2) ao longo de 25 anos, um feito comparável ao plantio de mais de 8 mil árvores.
Ao assinar a ordem de serviço, o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, destacou o caráter estratégico do investimento. “O investimento representa um avanço estratégico para a instituição. A adoção da energia solar alia responsabilidade ambiental, modernização da estrutura pública e eficiência na gestão dos recursos”, afirmou Quintans, ressaltando que a iniciativa beneficia não apenas o órgão, mas também a sociedade.
O coordenador da Promotoria de Campina Grande, Bertrand Asfora, endossou a importância do projeto: “A instalação das placas solares era uma demanda antiga da unidade local. O projeto fortalece a atuação institucional na região e contribui para a preservação ambiental, colocando a promotoria em sintonia com práticas sustentáveis já adotadas por outras unidades do Ministério Público no estado.”
Esta iniciativa do Ministério Público da Paraíba serve como um modelo inspirador para outros órgãos públicos e empresas que buscam adotar soluções de energia limpa e reduzir sua pegada de carbono, demonstrando que a sustentabilidade e a eficiência econômica podem caminhar juntas.























