A Eneva e a GE Vernova oficializaram a operação comercial da UTE Azulão I, injetando 295 MW de potência firme e despachável no Sistema Interligado Nacional a partir do interior do Amazonas.
O setor elétrico brasileiro ganhou um importante reforço de estabilidade nesta semana. Localizada em Silves, a UTE Azulão I iniciou suas operações comerciais, consolidando a primeira fase de um dos projetos termelétricos mais estratégicos para a segurança energética da região Norte.
Com 295 MW de capacidade, a usina chega para oferecer energia de base, capaz de responder prontamente às flutuações de demanda que se tornaram mais frequentes com o avanço da matriz renovável.
A iniciativa é um marco tecnológico e logístico. Em uma área caracterizada por desafios de infraestrutura, a planta opera sob o modelo Reservoir-to-Wire (R2W), que integra a produção de gás natural diretamente ao parque gerador.
Essa abordagem elimina a necessidade de longas operações de transporte de combustível, otimizando custos e reduzindo a pegada operacional em uma região sensível.
Eficiência tecnológica e segurança no SIN
O coração da Azulão I é composto pela turbina 7HA.02, fornecida pela GE Vernova, reconhecida globalmente por sua alta eficiência e flexibilidade operacional. Em um sistema cada vez mais ocupado por fontes eólica e solar, o papel de uma termelétrica despachável é vital para garantir o equilíbrio da carga e evitar oscilações no SIN (Sistema Interligado Nacional).
Para viabilizar a conexão a um dos maiores corredores de transmissão do país, o linhão Tucuruí–Macapá–Manaus, a engenharia da Eneva implementou soluções de proteção avançadas, incluindo sistemas de bloqueio de Ressonância Subsíncrona (SSR).
Essas tecnologias garantem que a injeção de energia ocorra sem comprometer a integridade da rede, mesmo a mais de 300 quilômetros de distância de Manaus.
Este projeto reforça nossa expertise em entregar ativos complexos em regiões de difícil acesso, reafirmando nosso compromisso com a segurança energética e com o desenvolvimento infraestrutural do Brasil.
Projeções e o futuro do Complexo Azulão
A parceria entre a Eneva e a GE Vernova vai além da entrega do maquinário. Um contrato de serviços de 15 anos foi estabelecido para garantir que a planta mantenha níveis de disponibilidade e confiabilidade elevados, essenciais para uma geração firme e constante.
A expectativa é que, com o suporte contínuo, a usina atue como um pilar de estabilidade para a região. O horizonte para o complexo é de expansão.
Com a UTE Azulão II já prevista para julho de 2027, o complexo atingirá uma capacidade total combinada de 950 MW. Este crescimento eleva a oferta de energia para o Sistema Interligado Nacional e sedimenta um novo patamar de eficiência para o uso do gás natural nacional na transição energética do país.
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