A Eneva oficializou a abertura de uma nova etapa de recompra de papéis, visando maior eficiência financeira e sinalizando ao mercado que o valor atual de suas ações não reflete o potencial de seus ativos de energia.
A Eneva (ENEV3) confirmou a aprovação de um novo programa de recompra de ações ordinárias pelo seu Conselho de Administração. A medida sucede o plano iniciado em 2025, que chega ao fim no início de julho de 2026, reafirmando o compromisso da companhia com uma alocação de capital mais estratégica e focada na geração de valor para os seus investidores.
O movimento estratégico da operadora de energia busca aproveitar o que considera uma desconexão entre a cotação atual das ações e o valor real de seu portfólio, que inclui projetos relevantes em geração térmica e exploração de gás natural. Ao retirar papéis de circulação, a empresa pretende otimizar sua estrutura de capital, demonstrando confiança na sustentabilidade de suas operações.
Detalhes operacionais e prazos
O novo programa prevê a recompra de até 23.073.188 ações ordinárias, volume equivalente a aproximadamente 1,19% do total emitido pela empresa. A execução está planejada para ocorrer nos próximos 18 meses, com término programado para o final de dezembro de 2027. A definição dos momentos ideais para as aquisições no mercado ficará a cargo da liderança executiva.
Para viabilizar as transações, a Eneva contará com a assessoria da BTG Pactual e da XP Investimentos. Além das compras diretas via B3, a companhia poderá utilizar instrumentos derivativos, como contratos com liquidação financeira ou física, técnica que permite à empresa capturar variações de preço e proventos sem impactar o controle acionário atual.
Solidez financeira e governança
Conforme exigido pelas normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o montante destinado à operação respeita os limites orçamentários disponíveis no caixa da empresa. Relatórios financeiros do primeiro trimestre de 2026 indicam que a companhia possui mais de R$ 379 milhões em reservas de lucros e capital aptas a custear o plano.
Em nota oficial, a administração da Eneva ressaltou que a iniciativa não compromete a saúde financeira ou o pagamento de credores. “O Conselho de Administração da Companhia entende que o Programa de Recompra 2026 não acarretará qualquer prejuízo ao cumprimento das obrigações assumidas junto a credores, tampouco comprometerá o resultado financeiro da Companhia”, reforçou a diretoria.
A decisão de dar continuidade à recompra de ativos encerra um ciclo de sucesso iniciado em 2025, no qual a empresa resgatou quase 27 milhões de ações. O destino desses ativos, seja o cancelamento definitivo ou o suporte a planos de remuneração executiva, será definido em breve, mantendo o foco em fortalecer a participação dos acionistas remanescentes sem alterar o comando da organização.






















