A EDP selou um contrato estratégico com a Fundação Oswaldo Cruz para fornecer energia renovável ao campus Fiocruz Ceará, projetando significativa redução de custos e fortalecendo o compromisso com a sustentabilidade no setor público.
A EDP, um dos maiores players do setor elétrico, firmou um importante acordo para abastecer o campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) localizado em Eusébio, no Ceará, com energia renovável. O contrato, operado na modalidade varejista do mercado livre de energia, destaca o crescente movimento de grandes instituições em busca de soluções energéticas sustentáveis.
Esta parceria não apenas impulsiona a agenda ambiental da Fiocruz, mas também representa um avanço em eficiência energética, com uma projeção de economia substancial para a instituição. O fornecimento de eletricidade limpa para um centro de pesquisa e inovação de tal relevância sublinha a viabilidade e os benefícios da transição para fontes mais verdes.
Sustentabilidade e Economia para o Setor Público
O acordo prevê o suprimento de 1,30 MW médio, totalizando 32.340 MWh no período entre 2026 e 2028. A EDP informou que o fornecimento teve início em janeiro deste ano, garantindo à Fiocruz Ceará acesso a uma matriz energética mais limpa.
A expectativa é que a iniciativa resulte em uma redução de custos de cerca de 18% para a instituição, conforme avaliações do próprio edital da Fiocruz. Além do benefício financeiro, o contrato assegura a emissão anual de certificados I-REC, atestando a origem renovável da energia.
Essa medida tem um impacto ambiental direto, estimando a não emissão de aproximadamente 1,49 mil toneladas de CO2 ao longo dos três anos de fornecimento. Um passo concreto na descarbonização das operações de uma entidade vital para a saúde pública brasileira.
Expansão e Compromisso Global com a Energia Limpa
Segundo Stella Fuão, diretora Comercial da EDP na América do Sul, a parceria com a Fiocruz Ceará fortalece a estratégia da empresa de ampliar sua presença em diversas regiões do Brasil. A companhia busca levar suas soluções energéticas a um espectro mais amplo de clientes.
A Fiocruz, por sua vez, vê na adesão ao mercado livre de energia um alinhamento com seus próprios objetivos de gestão. A coordenadora-geral de Infraestrutura dos Campi da Fiocruz, Ana Beatriz Alves Cuzzatti, ressaltou a importância da iniciativa.
“A adesão ao mercado livre de energia representa um avanço importante para a Fiocruz, ao unir eficiência operacional, sustentabilidade e responsabilidade com os recursos públicos. Além da redução de custos, a contratação de energia proveniente de fontes renováveis fortalece o compromisso institucional com práticas ambientalmente responsáveis e está alinhada às diretrizes do Plano de Logística Sustentável em Infraestrutura da Cogic, que busca promover soluções inovadoras e sustentáveis para a infraestrutura da Fundação.”
O campus Fiocruz Ceará, no município de Eusébio, é um polo de excelência, abrigando desde estruturas de gestão e ensino até laboratórios e uma unidade de apoio ao diagnóstico da Covid-19. Ele se destaca como o primeiro parque tecnológico do país focado na integração de projetos de inovação em medicamentos, insumos e diagnósticos.
A atuação da EDP no cenário de energia limpa transcende fronteiras. A companhia, por meio da EDP Renováveis América do Norte, em colaboração com a Salt River Project (SRP), concluiu nos Estados Unidos o projeto Flatland Energy Storage. Este empreendimento inclui um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 200 MW, localizado no Parque Solar Brittlebush, no Arizona. É o maior sistema de seu tipo já desenvolvido pelo grupo, capaz de suprir cerca de 44,5 mil residências em picos de demanda.
A parceria entre EDP e Fiocruz ilustra um modelo replicável de como instituições públicas podem adotar a energia limpa, alcançando eficiência energética e fortalecendo a sustentabilidade. O acordo no Ceará não apenas reduz a pegada de carbono da Fiocruz, mas também otimiza a gestão de recursos públicos, criando um precedente para outras entidades.
Este movimento reforça a relevância do mercado livre de energia como ferramenta para a transição energética do Brasil. Ao mesmo tempo, destaca o papel de empresas como a EDP no avanço das tecnologias verdes e na construção de um setor elétrico mais resiliente e alinhado aos desafios climáticos globais.






















